O ex-deputado federal Alexandre Ramagem se pronunciou, nesta quinta-feira (16), pela primeira vez sobre a prisão pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE) em Orlando, na Flórida. Em uma rede social, Ramagem afirmou que está “absolutamente com situação regular”.
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No vídeo, Ramagem agradece nomes como Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, que também estão nos Estados Unidos, e ao próprio governo americano “da mais alta cúpula da administração Trump”, e afirmou que foi detido por questões migratórias.
— Eu entrei nos Estados Unidos em setembro do ano passado de forma perfeitamente regular, passaporte válido, visto válido e sem condenação nenhuma. Em seguida, nós entramos com pedido de asilo que eu e a Rebeca [esposa de Ramagem] estudamos detalhadamente. Nós cumprimos os requisitos, estamos dentro de todos os procedimentos, o que nos confere o status de permanência regular nos Estados Unidos — afirmou.
Veja fotos do julgamento que condenou Ramagem no Brasil
Ramagem foi preso na segunda-feira (13) e levado a um centro de Orange County, onde estava em uma cela separada. O ex-deputado foi liberado nesta quarta-feira (15). Segundo ele, a soltura aconteceu de forma “administrativa, sem necessidade qualquer pleito, qualquer procedimento judicial”.
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— Não houve nem pagamento de fiança, que é comum nesses casos migratórios. Ou seja, eu não apenas estou absolutamente com situação regular, como eu não estou me escondendo aqui nos Estados Unidos. Meu endereço é conhecido da administração pública americana e também das contratações privadas de serviços — disse.
Ramagem também criticou a Polícia Federal brasileira, chamando-a de “polícia de jagunços”, assim como o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Veja o vídeo
Manifestação sobre minha custódia migratória. pic.twitter.com/Vm4zZN8oeP
— Alexandre Ramagem (@delegadoramagem) April 16, 2026
Ramagem fugiu do país
Ramagem fugiu para os EUA após ser condenado a 16 anos de prisão em setembro de 2025 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação na trama golpista. Investigações da Polícia Federal indicam que ele deixou o Brasil de forma clandestina antes do término do julgamento, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana para evitar a prisão. Depois, ele seguiu para os EUA.
Em janeiro, o Ministério da Justiça informou ao STF que o pedido de extradição havia sido formalmente encaminhado ao governo norte-americano. A Embaixada do Brasil em Washington enviou a documentação ao Departamento de Estado dos EUA no dia 30 de dezembro de 2025.
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