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    Ademar Paes Junior

    Realizada a primeira cirurgia robótica em Santa Catarina

    São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais lideram o ranking em número de cirurgias robóticas, mas a prática ganha espaços de norte a sul do país

    01/07/2019 - 12h20

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    Por Tech SC
    Considerado um dos métodos menos invasivos existentes, a cirurgia robótica está crescendo de forma muito rápida em todo o Brasil.
    Considerado um dos métodos menos invasivos existentes, a cirurgia robótica está crescendo de forma muito rápida em todo o Brasil.
    (Foto: )

    Santa Catarina pode comemorar mais um grande marco na união da medicina com a tecnologia em benefício do paciente. No último dia 22 de junho, o Hospital Santa Isabel, de Blumenau, foi palco da primeira cirurgia robótica realizada no estado. O procedimento durou cerca de quatro horas e foi liderado pelo médico Pedro de Abreu Trauczynski, chefe do Serviço de Cirurgia Robótica do hospital. O robô, chamado Da Vinci Si, foi utilizado para uma cirurgia de paciente com endometriose, resultando num completo sucesso.

    Considerado um dos métodos menos invasivos existentes, a cirurgia robótica está crescendo de forma muito rápida em todo o Brasil, no tratamento de diversas patologias. São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais lideram o ranking em número de cirurgias robóticas, mas a prática ganha espaços de norte a sul. Com pouco mais de uma década da chegada do primeiro robô, o país hoje tem pelo menos 57 plataformas espalhadas por todas as regiões, segundo dados de pesquisa realizada pela Intuitive Surgical, empresa detentora da maior marca de robô do mundo. Só em 2018 foram realizados mais de 8 mil procedimentos cirúrgicos robóticos em todo o território nacional. Entre as especialidades que mais operam por robótica estão a urologia, a cirurgia geral e a ginecologia.  

    A imagem do robô realizando uma cirurgia é mesmo de impressionar, mas engana-se quem pensa que a máquina substitui o médico, que comanda a cirurgia por meio de controles com rotação de 360 graus. Durante a operação, o cirurgião recebe uma imagem em 3D e ganha maior controle e precisão dos instrumentos, causando menor trauma ao paciente. Um dos braços do robô é equipado com uma câmera que gera imagem em alta definição, tridimensional e com a ampliação de até 20 vezes.

    Nesta microcâmera do robô tem duas óticas, uma para cada olho do cirurgião. É como se a mão do médico estivesse na região do corpo a ser operada. A tecnologia permite que o robô reproduza os movimentos do médico com mais precisão, já que elimina qualquer tremor, alcançando lugares em que a mão do cirurgião não conseguiria atuar com tanta eficiência.

    Assim, o procedimento realizado com o uso de robôs proporciona ao paciente uma série de vantagens se comparadas às técnicas convencionais, como a cirurgia aberta e a laparoscópica. Entre os benefícios destaca-se o menor tempo de hospitalização, com redução de risco de infecção, retorno mais rápido às atividades normais, menor perda de sangue, redução da dor e cortes mínimos com cicatrizes menores.

    Certamente a cirurgia robótica fará parte importante da medicina nos próximos anos. No entanto, a sua prática ainda precisa vencer desafios, que iniciam pelos altos custos e pela necessária capacitação dos médicos para a utilização. Outro debate importante é como fazer chegarem esses benefícios tecnológicos na rede pública e também na comunidade acadêmica. São passos importantes e inadiáveis e urgentes.  

    *Ademar Paes Junior é médico radiologista e presidente da ACM

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