Com a abertura do prazo para o Imposto de Renda 2026, a “temporada de caça” dos cibercriminosos começou. No Brasil, com alto índice de digitalização, o golpe do site clonado tem se tornado cada vez mais sofisticado. Os golpistas investem em anúncios patrocinados no Google para que o portal falso apareça no topo das buscas, induzindo o contribuinte ao erro logo no primeiro clique.

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O detalhe que salva: a anatomia da URL 

A primeira regra de ouro da segurança digital é observar o endereço do site. Portais oficiais do Governo Brasileiro terminam obrigatoriamente em .gov.br. Qualquer variação como “.com”, “.org/receita” ou endereços encurtados com números estranhos é sinal de fraude. Além disso, desconfie de sites que exigem pagamentos via PIX para “agilizar” a restituição ou regularizar o CPF; a Receita Federal utiliza apenas o Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) e nunca solicita transferências diretas para chaves de pessoas físicas ou empresas privadas.

Certificado de Segurança e o “Cadeado”

Outro ponto técnico essencial é o certificado SSL. Ao clicar no ícone do cadeado ao lado da URL, o navegador deve exibir que o certificado foi emitido para uma entidade governamental brasileira. Sites clonados costumam usar certificados gratuitos ou emitidos para nomes genéricos. Na dúvida, o caminho mais seguro é sempre o acesso direto pelo portal e-CAC ou pelo aplicativo oficial “Meu Imposto de Renda”, evitando links recebidos por e-mail ou SMS.

Check-list de Segurança

Antes de inserir qualquer dado ou senha, verifique estes 4 pontos cruciais:

  • O Domínio Final: O endereço precisa terminar em .gov.br. Desconfie de finais como .com, .net ou .org.
  • O Cadeado de Segurança: Clique no ícone do cadeado na barra de endereços. O certificado deve ser emitido para a Secretaria da Receita Federal do Brasil.
  • Login Único Gov.br: O portal oficial exige o login pela plataforma Gov.br (Níveis Prata ou Ouro). Se o site pedir CPF e senha diretamente em uma caixa de texto simples, saia na hora.
  • Fuja dos “Patrocinados”: Criminosos pagam para aparecer no topo das buscas do Google. Sempre pule os links com a etiqueta “Anúncio” e vá direto ao resultado orgânico oficial.

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* Com edição de Nicoly Souza