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    Rede de mobilidade avaliará projetos para melhorar acesso à Ilha de Santa Catarina

    Após semana de congestionamentos, secretário municipal Michel Mittimann prometeu que novas medidas serão menos traumáticas para a população

    27/06/2019 - 17h49 - Atualizada em: 27/06/2019 - 20h27

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    Mateus
    Por Mateus Boaventura
    Por Guilherme Simon
    Saída de Coqueiros para a Via Expressa, na alça após o viaduto, voltará a ter duas faixas a partir da segunda-feira
    Saída de Coqueiros para a Via Expressa, na alça após o viaduto, voltará a ter duas faixas a partir da segunda-feira
    (Foto: )

    O secretário municipal de Transportes e Mobilidade Urbana de Florianópolis, Michel Mittmann, prometeu novas medidas menos "traumáticas" para melhorar o trânsito na entrada da Ilha de Santa Catarina, com a criação de uma rede de mobilidade metropolitana.

    Essa rede foi selada durante reunião na tarde desta quinta-feira (27) com representantes da prefeitura, do governo do Estado, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

    No mesmo encontro, ficou definido que a saída de Coqueiros para a Via Expressa, na alça após o viaduto, voltará a ter duas faixas a partir da segunda-feira. A passagem no local foi afunilada depois da liberação da terceira faixa da Via Expressa, na semana passada, o que acabou congestionando a saída do bairro Estreito.

    — Com essa rede, que inclui o Dnit, a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Rodoviária Estadual, o Deinfra, a gente vai poder dar passos mais acertados para que as mudanças para o cidadão sejam mais eficientes e não tão traumáticas quanto a que aconteceu após a liberação da terceira faixa da Via Expressa — comentou.

    O secretário também disse que novas mudanças nas pontes e no acesso à Ilha serão discutidas nos próximos encontros, citando a criação de uma terceira faixa de conversão na saída da Ponte Pedro Ivo Campos, a compactação das faixas das próprias pontes e uma faixa reversível na Ponte Colombo Salles como hipóteses.

    — É um conjunto de possibilidades, todas elas serão estudadas e simuladas — afirmou.

    Investimento em transporte coletivo é única saída, diz professor

    O professor Werner Kraus Jr., do Observatório de Mobilidade da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), avalia que qualquer mudança visando resolver o problema de mobilidade no acesso à Ilha precisa passar, necessariamente, pelo investimento em transporte público.

    — A questão essencial é que não há sistema viário que dê conta da demanda pelos automóveis. A gente insiste nesse ponto: é preciso que a sociedade da região metropolitana e os poderes compreendam que não há saída sem um transporte coletivo de muita qualidade.

    Entre as medidas propostas por ele estão políticas de subsídio para reduzir o custo das tarifas e investimentos na qualidade do transporte público.

    — Só assim as pessoas vão se sentir encorajadas a deixar o carro em casa e a usar o transporte coletivo, que é a única solução. Há muitos automóveis esperando um lugar para ocupar. Então, pensar em mudanças para o automóvel é apostar no congestionamento.

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