O que começou como um pequeno negócio familiar em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, se transformou em uma das maiores redes supermercadistas do Sul do Brasil. Fundado no fim da década de 1950 pelos irmãos Antenor e Arnaldo Angeloni, o grupo Angeloni soma hoje um faturamento de R$ 3,89 bilhões, segundo o Ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) 2026.
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A história da empresa começa em 1957, com a compra de um terreno para criação de galinhas. No ano seguinte, os irmãos abriram uma fiambreria, especializada na venda de frios, dando início à trajetória no varejo alimentar.
Pouco depois, em 1959, a empresa inovou ao inaugurar, em Criciúma, a primeira loja no modelo de autoatendimento em Santa Catarina, rompendo com o padrão tradicional da época.
Nas décadas seguintes, a expansão foi gradual. Em 1970, a marca Angeloni foi oficialmente lançada, consolidando a identidade do negócio. Já em 1978, a rede abriu sua primeira loja no conceito supercenter, ampliando o mix de produtos.
Em 1987, inaugurou o primeiro hipermercado do estado, em Florianópolis, reforçando o protagonismo no setor.
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A diversificação também marcou a trajetória da empresa. Em 1988, o grupo entrou no segmento de combustíveis, com a abertura do primeiro posto. Nos anos seguintes, avançou para novos mercados, como farmácias e serviços. Em 1999, voltou a inovar ao lançar vendas pela internet, sendo pioneiro em Santa Catarina no comércio eletrônico supermercadista.
A partir dos anos 2000, o crescimento ultrapassou as fronteiras catarinenses. Em 2002, a rede chegou ao Paraná, com a abertura de uma unidade em Curitiba. Desde então, o grupo ampliou sua presença e estrutura, incluindo centro de distribuição, tele-entrega e marcas próprias.
Hoje, o Angeloni conta com 34 supermercados, 26 farmácias e nove postos de combustível, além de mais de 8,2 mil colaboradores. O grupo é considerado a segunda maior rede supermercadista de Santa Catarina, a quinta maior do Sul e a 19ª do Brasil, conforme o Ranking Abras.
O levantamento também aponta a força do setor no estado: as dez maiores redes catarinenses somaram R$ 48,5 bilhões em faturamento em 2025, colocando Santa Catarina entre os cinco estados com maior concentração de receita no varejo alimentar.
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