O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) deverá apagar vídeos com críticas ao cantor Wesley Safadão. Uma decisão da Justiça do Ceará atendeu a um processo iniciado pelo artista contra o influenciador, que é um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL). As informações foram divulgadas pelo portal g1 e confirmadas pela reportagem do NSC Total.

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Renan Santos divulgou um vídeo em março deste ano em que chamava Wesley Safadão de “novo ícone da corrupção”. Na gravação, ele relacionava o cantor a um suposto esquema de shows para prefeituras do interior nordestino bancados com recursos de emendas parlamentares, mencionando matérias de veículos jornalísticos.

Safadão acionou a Justiça do Ceará para contestar as afirmações de Renan Santos e pedir a retirada do material do ar. Na manifestação ao Judiciário, a defesa do cantor pontuou que “tais afirmações são absolutamente inverídicas, destacando que jamais foi investigado, indiciado ou sequer ouvido em qualquer procedimento criminal relacionado aos fatos narrados (…)”.

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A defesa de Safadão argumentou ainda que o vídeo teria causado ampla repercussão e que a conduta de Renan Santos configuraria abuso da liberdade de expressão e teria inclusive intenção de ganho de visibilidade, em razão do contexto político da manifestação do presidenciável do MBL e do partido Missão.

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Decisão incluiu multa diária de R$ 5 mil

Com isso, o juiz Gerardo Magelo Facundo Júnior, da 15ª Vaga Cível da Comarca de Fortaleza (CE), determinou a retirada do vídeo do ar em prazo de 24 horas, em caráter de tutela de urgência e sob pena de multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento, limitada ao total de R$ 50 mil. O Facebook, empresa do mesmo grupo que administra o Instagram, também foi notificado para a retirada do conteúdo.

A decisão é do dia 14 de abril, mas até a manhã desta terça-feira (28) o vídeo continuava no ar na página do influenciador e pré-candidato à Presidência na rede social. A defesa de Renan Santos recebeu prazo de 15 dias para se manifestar à Justiça sobre o caso.

A postagem de Renan Santos questionava também a relação de Safadão com políticos que, segundo o pré-candidato a presidente, facilitariam o acesso a shows contratados por prefeituras no interior. O cantor nega.

À reportagem do NSC Total, a assessoria de Renan Santos divulgou nota em que afirma que suas declarações estão baseadas em informações já debatidas publicamente e defende seu direito de crítica.

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“Wesley Safadão não quer que eu seja presidente. Pois é, amigos, fui processado por ele pelo ‘crime’ de ter exposto a quantidade de shows que realiza pelo Brasil, especialmente em prefeituras pobres e, muitas vezes, ligadas a políticos próximos. Isso não é invenção, isso já foi tema de matérias da imprensa. O que está em jogo aqui é o direito de questionar como o dinheiro público está sendo utilizado”, escreveu.