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Reportagem especial Cartas na Pandemia é reconhecida no Prêmio de Direitos Humanos de Jornalismo

Trabalho da NSC relata troca de cartas entre jovens de SC e de campos de refugiados

10/12/2020 - 21h08 - Atualizada em: 10/12/2020 - 21h11

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Redação
Por Redação DC
Ao todo, 18 crianças e adolescentes trocaram relatos sobre suas rotinas e sonhos
Ao todo, 18 crianças e adolescentes trocaram relatos sobre suas rotinas e sonhos
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A reportagem multimídia "Cartas na Pandemia", publicada em outubro na NSC, foi escolhida como a melhor entre os sites brasileiros que participaram do 37º Prêmio de Direitos Humanos de Jornalismo. Por causa da pandemia, o evento, que tradicionalmente ocorre em Porto Alegre e é considerado um marco no jornalismo brasileiro, foi virtual. Foram 156 trabalhos inscritos nesta edição. O vencedor da categoria foi o trabalho uruguaio "Imagens del silêncio, 196 abraços contra el olvido", de Montevidéu.

> Confira o especial Cartas na Pandemia e se emocione com reltos de jovens refugiados

Em terceiro lugar ficou a Agência Retrucco, de Recife, com a reportagem "Dependências – o tratamento de uso abusivo de drogas no Nordeste". O Estado de São Paulo recebeu Menção Honrosa por "Vamos amar a população, porra!" Também conquistou Menção Honrosa o Matinal Jornalismo, com "Anistiado no Brasil – gaúcho processado na Itália pode ser condenado por crimes de ditaduras no Brasil".

A repórter Ângela Bastos, autora do especial da NSC, considera uma honra ter sido reconhecida pela organização do prêmio:

- A cerimônia mostrou que o jornalismo que busca temas de relevância, disposto a aprofundar o assunto considerando princípios éticos e que busca uma forma diferente de apresentar o conteúdo sempre terá boa aceitação, seja pelo nosso público ou por entidades comprometidas com os direitos das pessoas, com a liberdade e com a democracia.

Edição deste ano da premiação foi online em função da pandemia
Edição deste ano da premiação foi online em função da pandemia
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A cerimônia do 37º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, explicou o presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, Jair Krischke, ocorre nesta data em que o mundo lembra os 72 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A premiação destacou o papel da imprensa em um ano em que a sociedade sofreu com a pandemia e também com as questões econômicas, destacando o aumento da precarização do trabalho e de um jornalismo que precisou se reinventar.

Gerard do Iglesias, falando de Montevidéu, no Uruguai, pela Regional Latino-Americana da UITA, lembrou que a América Latina é onde ocorre o maior número de assassinatos de defensores de direitos humanos.

- Precisamos de jornalistas comprometidos com a defesa das pessoas - disse.

Conheça o especial Cartas na Pandemia

A pandemia vem afetando a vida de todos, especialmente a dos mais vulneráveis, como pessoas que moram em campos de refugiados. Imagine então o impacto do novo coronavírus no cotidiano de crianças e adolescentes em situação de refúgio.

Esse é o tema da reportagem especial da NSC "Cartas na Pandemia", publicada em outubro deste ano. São histórias de palestinos e libaneses, que trocaram cartas com catarinenses, revelando sonhos e aflições de quem vive a infância e a adolescência em plena crise da Covid-19.

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