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    Crise no governo

    Respiradores: Alesc aprova novo pedido de afastamento do secretário de Saúde de SC

    Deputados defendem saída de André Motta Ribeiro por ter recebido comunicado sobre incapacidade de entrega dos respiradores por empresa contratada

    20/05/2020 - 17h22 - Atualizada em: 20/05/2020 - 17h45

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    Por Jean Laurindo
    Deputados aprovaram pedido com 26 votos favoráveis
    Deputados aprovaram pedido com 26 votos favoráveis
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    A Assembleia Legislativa (Alesc) aprovou na tarde desta quarta-feira (20) um requerimento que pede o afastamento do secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro. A proposta foi aprovada com 26 votos favoráveis e três abstenções.

    O pedido partiu do deputado estadual Milton Hobus (PSD) sob a alegação de que o atual secretário de saúde teria recebido uma comunicação da empresa Exxomed, que possui o registro para importação de respiradores, informando que a empresa Veigamed não possuía autorização para fazer a compra dos equipamentos.

    A comunicação ocorreu no dia 2 de abril, mesma data em que o Estado fez o pagamento antecipado de R$ 33 milhões à Veigamed, e no período em que Motta Ribeiro ainda era secretário-adjunto da Saúde de SC.

    O governador Carlos Moisés não é obrigado a aceitar o requerimento que pede o afastamento do secretário de Saúde. Internamente, esses pedidos costumam ser vistos pelos deputados como um instrumento de pressão sobre o governo, para justificar a manutenção do secretário na gestão.

    Essa é a terceira vez que a Alesc discute um requerimento pedindo afastamento do secretario durante a crise dos respiradores. No primeiro caso, em 29 de abril, a Alesc aprovou pedido pedindo a saída do então secretário de Saúde Helton Zeferino.

    Na ocasião, o governador não aceitou o pedido e disse que manteria o titular no cargo. No dia seguinte, no entanto, Zeferino entregou uma carta pedindo exoneração da pasta.

    No lugar dele assumiu o então secretário-adjunto da Saúde, André Motta Ribeiro, agora também alvo de pedido de afastamento. Caso o governador aceite, o Estado teria o segundo secretário de Saúde retirado do posto em meio à pandemia do novo coronavírus - a exemplo do que ocorreu no governo nacional, onde, por motivos diferentes, os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich já deixaram o cargo desde o início dos casos de covid-19 no país.

    A Alesc chegou a receber também um pedido de afastamento do ex-secretário da Casa Civil, Douglas Borba, investigado por suspeita de ter indicado a empresa escolhida pelo Estado para fornecer os respiradores. Borba, no entanto, pediu exoneração do governo no último dia 10 de maio.

    "Momento não é de politizar", responde governador Moisés

    Questionado sobre o pedido aprovado pelos deputados estaduais na coletiva desta quarta-feira em que atualizou os casos de covid-19 em SC, o governador Carlos Moisés pediu que "seja revisto esse tipo de posicionamento" e disse que o momento atual é "mais adequando para cuidarmos da epidemia e das pessoas". Moisés também elogiou o trabalho da Secretaria de Saúde, que classificou como fantástico.

    - O momento não é de politizar, é de repensar essas atitudes, que a gente tenha responsabilidade nos nossos atos para que a gente possa continuar colhendo os resultados que estamos tendo em SC - respondeu.

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