O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (6) que os exames do rapper Hungria não detectaram metanol. A informação foi divulgada em entrevista ao portal Metrópoles e confirmada pela TV Globo.
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O rapper Gustavo da Hungria Neves foi internado na quinta-feira (2) por suspeita de intoxicação com metanol. Ele recebeu alta e deixou o hospital DF Star, em Brasília, neste domingo (5). Segundo boletim médico obtido pelo g1, o artista apresentou “excelente evolução clínica” e deverá seguir com os cuidados em casa.
Na entrevista, o ministro foi questionado sobre “como ficou o caso do cantor Hungria”.
— Durante o acompanhamento, foi feito – já tinha sido solicitado – o exame para detecção de metanol pela rede privada. Mas o ministério, naquele momento, ajudou com o acesso a um centro de referência de toxicologia do SUS, que fez a detecção mais rápido, descartando a presença de metanol. Foi descartada a presença do metanol no sangue, não só do metanol, mas também dos derivados do metanol, que é o ácido fórmico, que é de fato aquele que tem agressão ao sistema nervoso central — disse Padilha.
Veja fotos de Hungria
Um dos médicos que supervisionam o tratamento do rapper declarou que o artista consumiu bebidas destiladas em uma casa de shows em São Paulo no dia 28 de setembro. Além disso, a perícia da Polícia Civil descartou a presença de metanol nas garrafas de bebida que Hungria tomou no Distrito Federal.
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O ministro afirmou que mais informações serão fornecidas pela equipe médica de Hungria.
Rapper Hungria recebe alta após internação
Hungria recebeu alta médica do hospital DF Star, em Brasília, neste domingo (5). O rapper foi internado com suspeitas de intoxicação por metanol.
O rapper usou as redes sociais para se pronunciar na quinta-feira (2). Ele agradeceu à família, aos amigos e fãs, e disse estar se recuperando. Na publicação feita no Instagram, o artista compartilhou fotos no hospital, ao lado da família, e um texto em que agradece o apoio neste momento e afirma que logo estará de volta em casa.
Anvisa aciona outros países para importar antídoto
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acionou autoridades regulatórias de diferentes países para viabilizar a importação emergencial do fomepizol, medicamento considerado o mais eficaz no tratamento de intoxicações por metanol.
O antídoto não é comercializado no Brasil, o que colocou o governo em uma corrida contra o tempo diante do aumento de casos relacionados a bebidas alcoólicas adulteradas. A iniciativa busca acelerar os trâmites burocráticos e garantir que o medicamento chegue rapidamente ao país.
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Como o metanol envenena o corpo?
Metanol (CH₃OH) é uma substância altamente inflamável, tóxica e de difícil identificação. O produto é um tipo de álcool simples, incolor e inflamável, com cheiro semelhante ao da bebida alcoólica comum.
Ao ser metabolizado pelo corpo, o metanol é quebrado em formaldeído, formiato e ácido fórmico, substâncias altamente tóxicas que causam danos a diferentes tecidos do corpo, como ao nervo óptico e ao sistema nervoso, e podem levar o indivíduo a quadros graves, como coma e mesmo morte, se não tratado rapidamente.
Quais os sintomas de intoxicação por metanol?
Os sintomas da intoxicação costumam aparecer entre 12 e 24 horas após a ingestão, ou antes quando a quantidade ingerida é grande. Entre eles, estão dor de cabeça, náuseas, vômitos, dor abdominal, confusão mental e, principalmente, visão turva repentina ou até cegueira.
A Associação Brasileira de Neuro-oftalmologia (ABNO) emitiu um alerta sobre o risco de neuropatia óptica, uma doença grave que pode causar perda de visão irreversível.
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*Sob supervisão de Luana Amorim
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