A classificação de risco para o coronavírus em Santa Catarina caiu do nível grave para o alto em cinco regiões do Estado, aponta o novo mapa divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na manhã desta sexta-feira (2). Em uma região, a classificação passou do nível alto para o grave. Agora, são 11 regiões em nível grave e cinco em nível alto para a doença. Não há regiões em nível gravíssimo.

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O novo mapa de risco foi antecipado pelo secretário de Saúde, André Motta Ribeiro, durante entrevista ao Bom Dia Santa Catarina, da NSC TV. Ele deve ser divulgado pelo governo ao longo desta sexta.

— De fato, há uma melhora no cenário, mas nós precisamos estar muito atentos. A nossa intenção é atuar dentro da possibilidade de novos surtos, para evitar que a segunda onda tenha impacto forte no nosso Estado como está tendo em outros países europeus e em outros estados brasileiros — avaliou o secretário Motta Ribeiro durante a entrevista.

Em relação ao mapa da semana passada, as cinco regiões que melhoraram a situação, saindo do nível grave (laranja) e passando para o nível alto (amarelo), foram as seguintes: Serra catarinense, Oeste, Xanxerê, Médio Vale do Itajaí e Foz do Rio Itajaí. Já o Extremo Oeste apresentou piora, passando do nível alto para o grave.

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Continuam em nível grave as regiões Extremo Sul, Carbonífera, Laguna, Grande Florianópolis, Nordeste, Alto Vale do Itajaí, Planalto Norte, Alto Vale do Rio do Peixe, Meio Oeste, Alto Uruguai.

Mudança na ferramenta

A nova avaliação de risco divulgada nesta sexta passou por uma atualização na forma de mapeamento. Conforme o governo, a mudança na análise dos indicadores propõe um foco maior na atenção primária, tendo em vista a mudança do momento da Covid-19 em Santa Catarina.

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A matriz avalia índices de transmissibilidade, monitoramento, dimensões, mortalidade e capacidade de atenção nas 16 regiões de Saúde do Estado, informou o governo.

Os níveis de risco do mapa anterior vinham sendo calculados a partir da combinação de quatro fatores: isolamento social, investigação, testagem e isolamento de casos, reorganização de fluxos assistenciais e ampliação de leitos.

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Segundo o secretário de Saúde, André Motta Ribeiro, a mudança na ferramenta busca refletir um retrato mais coerente com o atual momento do contágio, privilegiando uma avaliação detalhada e objetivando prevenir novos surtos em potencial.

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— Compreendemos que o momento é outro. O gerenciamento tira um pouco o foco da ampliação da estrutura hospitalar catarinense, que já aumentamos consideravelmente, e passa a levar em conta o diagnóstico rápido, o monitoramento e o rastreamento dos contatos — comentou o secretário.

Santa Catarina registrou até o momento 2.821 mortes por coronavírus. Desde o início da pandemia, 216 mil pessoas contraíram a doença no Estado, e os casos ativos somam 6.899. A taxa de ocupação geral dos leitos de UTI pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é de 59,6%. Os dados foram atualizados nesta quinta-feira pela SES.

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