A concessão privada da Rodoviária do Plano Piloto completou seus primeiros 12 meses registrando transformações na infraestrutura e na segurança do terminal mais movimentado de Brasília. Responsável pela circulação diária de cerca de 700 mil passageiros, o complexo viário passou por intervenções que alteraram as condições de higiene, iluminação e tráfego.

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Os reflexos operacionais foram medidos em uma pesquisa de opinião recente, que apontou que 86% dos frequentadores classificam os serviços atuais como ótimos ou bons.

A mudança na rotina do espaço é avaliada de forma positiva pela administração pública. O secretário de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal, Zeno Gonçalves, destacou que o modelo de parceria com o setor privado atingiu as metas estipuladas para a primeira fase do contrato.

“O principal objetivo da concessão era melhorar o atendimento aos usuários, oferecendo um ambiente limpo, seguro e com instalações funcionando perfeitamente. Esse primeiro ano mostra que estamos no caminho certo”.

Monitoramento por câmera e reformas na estrutura

Os primeiros meses de gestão da Concessionária Nova Rodoviária focaram no plano de metas emergenciais e na recuperação das instalações físicas. O balanço do período aponta para a reforma integral dos banheiros das plataformas superior e inferior, a substituição de todas as lâmpadas antigas por luminárias de LED e a recuperação asfáltica nos boxes de embarque e desembarque dos ônibus.

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Além disso, o contrato exigiu a manutenção preventiva e corretiva e o restabelecimento do funcionamento das escadas rolantes e dos elevadores.

No quesito segurança, o terminal recebeu o suporte de um Centro de Controle Operacional (CCO) integrado. A estrutura dispõe de mais de 150 câmeras de alta definição espalhadas pelas plataformas, equipadas com recursos de inteligência artificial e ferramentas de reconhecimento facial conectadas diretamente às centrais das forças policiais do Distrito Federal.

De acordo com os dados técnicos do governo, a presença tecnológica e o reforço no policiamento local resultaram em uma queda nos índices de pequenos delitos no perímetro do terminal.

Próximas etapas: Acessibilidade e obras na Plataforma D

O cronograma estabelecido pela Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) prevê o início de novas etapas estruturais para o segundo ano de concessão. O foco das equipes de engenharia será direcionado para as obras de revitalização da Plataforma D, uma das áreas de maior fluxo técnico de veículos, além do avanço nos projetos de acessibilidade universal.

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O planejamento includes a instalação de faixas de piso tátil e a atualização das placas de sinalização interna para pessoas com deficiência.

O modelo financeiro da concessão determina que a empresa gestora faça o repasse de uma outorga anual fixa ao Governo do Distrito Federal (GDF). Pelo regulamento do edital, esse montante é revertido para o fundo de melhorias do próprio sistema de transporte público coletivo da cidade.

A governança do projeto preserva o acesso gratuito dos cidadãos às plataformas de embarque e garante que o valor das passagens pagas pelos usuários nas linhas de ônibus convencionais e no BRT não sofra interferência ou reajuste decorrente dos investimentos privados na rodoviária.

*Com edição de Nicoly Souza