O Grupo Dass, gigante brasileira responsável pela fabricação de artigos esportivos para marcas como Nike e Adidas, esclareceu nesta quinta-feira (21) que seus recentes investimentos no Paraguai não vão resultar no fechamento de suas unidades no Brasil ou na Argentina. O posicionamento da empresa surge após especulações no cenário econômico regional sobre uma possível migração de suas linhas de produção.

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Em nota, a companhia classificou os boatos como infundados. “É operacionalmente e tecnicamente impossível cogitar a transferência de linhas de produção ou maquinário de calçados (seja do Brasil ou da Argentina) para a planta paraguaia”, afirmou o grupo, explicando que os maquinários e processos para produzir calçados e roupas são totalmente diferentes.

De acordo com o jornal paraguaio La Nación, o Grupo Dass, em parceria com o Grupo Texcin (do Paraguai), está injetando US$ 40 milhões na Dasstex. A joint venture (parceria comercial) vai focar no setor de confecções e vestuário em solo paraguaio, com a expectativa de gerar 600 empregos diretos.

O movimento reflete uma tendência: o avanço de empresas brasileiras rumo ao Paraguai, atraídas principalmente pelos incentivos da Lei de Maquila.

O que é a Lei de Maquila?

A lei é um regime econômico especial do Paraguai desenhado para atrair capital estrangeiro. Por meio dele, empresas internacionais (chamadas de “maquiladoras“) podem importar matéria-prima e maquinário com isenção total de impostos, processar ou montar esses produtos no Paraguai e depois exportá-los.

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O grande atrativo é o imposto único de apenas 1% sobre o valor agregado do produto no momento da exportação, além de custos de energia e encargos trabalhistas consideravelmente mais baixos do que os praticados no Brasil.

Quais as maiores empresas de SC?

Segundo o Ranking Valor 1000, com as posições em nível nacional

O “raio-X” das operações e reestruturação na Argentina

Com 46 anos de história, o Grupo Dass mantém uma estrutura robusta na América do Sul:

Brasil: Possui 8 fábricas (7 localizadas na Bahia e uma no Ceará). A empresa reforçou que as unidades brasileiras “seguem firmes, operando normalmente” e são a base de sua estratégia global.

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Argentina: Opera uma fábrica desde 2007. A unidade passou por um ajuste recente no volume de produção, mas a Dass garantiu que a mudança foi motivada estritamente por “desafios estruturais e realidades econômicas” locais do mercado argentino, sem qualquer ligação com os novos rumos no Paraguai.

Paraguai: Unidade inaugurada em 2025 (Dasstex), descrita como uma operação têxtil de pequeno porte voltada apenas para atender demandas de vestuário das marcas próprias do grupo.

Leia a nota do Grupo Dass na íntegra

“Operações no Brasil: não existe qualquer plano ou possibilidade de fechamento das unidades no Brasil. Pelo contrário, as fábricas brasileiras seguem firmes, operando normalmente com o seu volume produtivo e são fundamentais para a estratégia global do Grupo.

Operação no Paraguai (Dasstex): a unidade da Dasstex, no Paraguai, atua exclusivamente no segmento de confecção (vestuário), com uma operação de pequeno porte voltada para atender necessidades específicas das marcas próprias do Grupo. Portanto, é operacionalmente e tecnicamente impossível cogitar a transferência de linhas de produção ou maquinário de calçados (seja do Brasil ou da Argentina) para a planta paraguaia, uma vez que os processos industriais e os equipamentos para calçados e vestuário são completamente diferentes.

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Operações na Argentina: o ajuste das operações na Argentina vem de longa data, motivado por desafios estruturais do setor e sempre tratando de adequar-se às novas realidades econômicas daquele país e à competitividade global. Trata-se de uma reestruturação estritamente local e interna para o mercado argentino, que não possui qualquer relação com o início da operação têxtil no Paraguai e, muito menos, com as atividades no Brasil”.

*Com informações do Poder 360