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Santa Catarina bate recorde histórico de doações de órgãos em setembro 

Número de doadores efetivos no Estado apresenta crescimento desde 2005

27/09/2019 - 12h43 - Atualizada em: 27/09/2019 - 16h54

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Por Camila Levien
Em agosto, apenas 28,1% dos parentes abordados disseram não para a doação
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Santa Catarina bateu recorde de doação de órgãos em setembro. Foram efetivadas 39 doações neste mês. Além disso, o Estado alcançou o melhor desempenho da história em um único mês. As informações foram divulgadas pelo SC Transplantes nesta sexta-feira (27), em evento para celebrar o Dia Mundial de Doação de Órgãos.

O número de doadores efetivos no Estado apresenta crescimento desde 2005, com um acréscimo de 50% nos últimos seis anos.

O percentual representa um salto de 27,2 doações por milhão de pessoas em 2013 para 40,9 em 2018. Em 2019 a taxa avançou ainda mais, chegando a 44.

O coordenador da SC Transplantes, Joel de Andrade, explica que 2019 tem se mostrado um ano de resultados positivos e pode se tornar o melhor da história nesse quesito.

— O Estado já obteve o melhor mês de fevereiro de sua história e em julho passado alcançou a marca de 34 doações. Em 20 anos de história, apenas cinco vezes foram contabilizadas mais de 30 doações em um único mês – afirma Andrade.

Redução na negativa dos familiares

Os dados da a SC Transplantes refletem a queda na negativa das famílias. O mês de agosto terminou com o melhor resultado dos últimos 10 anos: apenas 28,1% dos parentes abordados disseram não para a doação dos órgãos de seus familiares.

— A doação é feita apenas com o consentimento das famílias. Para que isso ocorra, é fundamental que você diga aos familiares que você é doador — destaca Joel.

Antônio Carlos Mafalda recebeu um figado de um doador
Antônio Carlos Mafalda recebeu um figado de um doador
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A mudança nos índices é feita por pessoas como o Jocio Martins de 53 anos. Empresário e morador de Biguaçu, na Grande Florianópolis, ele compartilhou no evento como foi a tomada de decisão de doar os órgãos do filho, que teve morte encefálica aos 20 anos após cair andando de skate em 2012.

— Quando chegou a hora de tomar a decisão, minha esposa e minha filha não tinham condições de participar da decisão, pediram que eu a fizesse. É muito difícil. Naquele momento você fica esperando que a equipe médica te traga uma notícia boa, uma solução para o seu filho. Porém, o que me moveu a aceitar a doação de órgãos foi o fato de ele já ser doador de sangue. Eu entendi que, por esse motivo, seria algo que ele gostaria – contou Martins.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado (SES), mais de 16 mil transplantes foram realizados em 20 anos. Somente em 2019 já são 911. Santa Catarina é o segundo Estado que mais realiza transplantes no Brasil, atrás apenas do Paraná.

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