Santa Catarina chegará às eleições gerais de 2026 com 5.725.753 eleitores aptos a votar, um crescimento de 236.095 pessoas em relação ao pleito de 2022. O avanço de 4,3% é impulsionado, principalmente, pela migração de moradores de outras unidades da federação, consolidando Santa Catarina como o 10º maior colégio eleitoral do Brasil. Os dados foram apresentados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelo Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) nesta terça-feira (21).

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Entre novembro de 2024, após o encerramento das eleições municipais, e o fechamento do cadastro eleitoral, em 6 de maio deste ano, foram realizadas 260.546 transferências de domicílio eleitoral em Santa Catarina. Desse total, 157.609 (60,5%) foram de eleitores vindos de outros estados, enquanto 102.937 (39,5%) ocorreram entre municípios catarinenses. Isso significa que seis em cada dez novas transferências vieram de outros estados.

Segundo o presidente do TRE-SC, Carlos Roberto da Silva, o crescimento do eleitorado acompanha o intenso fluxo migratório registrado pelo Estado nos últimos anos.

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— Tivemos quase 158 mil novos eleitores que vieram de outros estados, pessoas que já tinham Santa Catarina como seu lar e passaram a ser eleitoras aqui. Isso representa a diversidade da população catarinense e também o sentimento do catarinense de bem receber quem vem de outros estados — afirmou.

Os estados que mais transferiram eleitores para Santa Catarina foram Rio Grande do Sul (40.101), Paraná (26.167), São Paulo (18.472), Pará (15.374) e Amazonas (6.581).

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O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando serão escolhidos presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. Se houver segundo turno, a votação ocorrerá em 25 de outubro.

Justiça Eleitoral prepara operação para o pleito

A estrutura montada pelo TRE-SC para as eleições envolve 295 municípios, 100 zonas eleitorais, cerca de 3.473 locais de votação, 17.536 seções eleitorais e um parque de aproximadamente 19 mil urnas eletrônicas. Os números de locais e seções ainda poderão sofrer alterações até setembro em razão da criação de seções específicas, como as destinadas ao voto em trânsito e aos presos provisórios.

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A expectativa é que cerca de 80 mil pessoas sejam convocadas para atuar como mesários e em funções de apoio durante a votação.

Segundo o presidente do TRE-SC, os principais desafios para o pleito deste ano serão reduzir a abstenção, enfrentar o crescimento da desinformação e do uso irregular de inteligência artificial nas campanhas, evitar filas nos locais de votação e manter a capacidade de resposta da Justiça Eleitoral diante de eventuais eventos climáticos extremos.

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— O objetivo é garantir que o eleitor consiga votar com segurança, confiança e tranquilidade, mesmo diante dos desafios tecnológicos e operacionais que cercam as eleições de 2026 — destacou o magistrado.

Mulheres seguem maioria do eleitorado

Assim como ocorre no cenário nacional, as mulheres representam a maior parcela do eleitorado catarinense. São 2.992.155 eleitoras, o equivalente a 52,26% do total. Os homens somam 2.733.597 eleitores (47,74%).

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O corregedor regional eleitoral de Santa Catarina Saul Steil destacou que ainda há desafios para incluir as mulheres na política:

— O crescimento do eleitorado feminino não é proporcional à representatividade nos cargos.

Joinville lidera número de eleitores

Joinville permanece como o maior colégio eleitoral catarinense, com 441.735 eleitores, seguida por Florianópolis (420.430) e Blumenau (268.254).

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Na sequência aparecem:

  • São José – 194.697;
  • Itajaí – 182.124;
  • Chapecó – 163.650;
  • Palhoça – 153.842;
  • Criciúma – 153.670;
  • Jaraguá do Sul – 130.867;
  • Lages – 125.046.

Na outra ponta, os menores eleitorados do Estado estão em Santiago do Sul (1.540), Lajeado Grande (1.596) e Presidente Castello Branco (1.671).

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Quase 90% do eleitorado possui biometria

Dos mais de 5,7 milhões de eleitores catarinenses, 5.135.536 já possuem identificação biométrica cadastrada na Justiça Eleitoral, o equivalente a 89,69% do eleitorado.

Apesar da alta adesão, o cadastro biométrico não é obrigatório para votar nas eleições de 2026. Segundo a Justiça Eleitoral, o sistema funciona como uma camada adicional de segurança para confirmar a identidade do eleitor no momento da votação.

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