Santa Catarina criou 16.868 empregos com carteira assinada em março de 2026, segundo dados do Novo Caged divulgados na quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado coloca o Estado entre os que tiveram saldo positivo no terceiro mês do ano.
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Dos cinco grandes grupos de atividades econômicas pesquisados, quatro registraram crescimento em Santa Catarina. O setor de Serviços foi o que mais abriu vagas, com 7.434 novos postos.
Na sequência aparecem Indústria, com 5.525, Construção, com 2.769, e Comércio, com 1.945. Apenas a Agropecuária teve desempenho negativo, com fechamento de 805 vagas.
Entre os municípios catarinenses, Joinville teve o maior saldo em março, com 2.495 empregos formais criados. Depois aparecem Florianópolis, com 1.250, Itajaí, com 1.122, e Blumenau, com 788.
No recorte por gênero, a maior parte das vagas criadas no Estado foi ocupada por mulheres, com 8.945 postos. Os homens preencheram 7.923 novas vagas. Já por faixa etária, os jovens de 18 a 24 anos foram maioria, ocupando 6.980 empregos formais. Em relação à escolaridade, pessoas com ensino médio completo preencheram 10.975 vagas.
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Cenário nacional na geração de empregos com carteira assinada
No Brasil, o mercado de trabalho gerou 228.208 empregos com carteira assinada em março de 2026, resultado de 2,52 milhões de admissões e 2,29 milhões de desligamentos.
Com isso, o país acumula 613.373 novas vagas formais no primeiro trimestre. Nos últimos 12 meses, entre abril de 2025 e março de 2026, foram criados 1,21 milhão de empregos com carteira assinada.

O desempenho elevou para 49,08 milhões o número de vínculos formais ativos no país, alta de 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Em março, 24 das 27 unidades da Federação tiveram saldo positivo.
Os maiores resultados foram registrados em São Paulo, com 67.876 vagas, Minas Gerais, com 38.845, e Rio de Janeiro, com 23.914.
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O setor de Serviços também liderou a geração de empregos no país, com 152.391 vagas. Em seguida aparecem Construção, com 38.316, Indústria, com 28.336, e Comércio, com 27.267.
A Agropecuária fechou o mês com saldo negativo de 18.096 postos, influenciado pela desmobilização em atividades ligadas à maçã, soja e laranja.
O salário médio real de admissão em março foi de R$ 2.350,83, queda de 0,7% em relação a fevereiro. Na comparação com março de 2025, houve alta de 1,8%.

