A defesa de Jair Bolsonaro (PL) alegou que o ex-presidente teve um agravamento dos episódios de soluço e afirmou que ele precisa de atendimento médico imediato. A solicitação foi aceita pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou nesta segunda-feira (13) que ele receba visitas da médica Marina Grazziotin Pasolini em prisão domiciliar sem necessidade de comunicação prévia à Corte. As informações são de O Globo.

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Mais cedo, o pedido foi feito pelos advogados de Bolsonaro à Moraes. O documento declarava que a situação precisava de “célere apreciação” e que a profissional precisava ir até a casa de Bolsonaro, onde ele cumpre prisão domiciliar, para atendê-lo.

Bolsonaro está em prisão domiciliar desde o dia 4 de agosto. A medida foi decreta após o ex-presidente descumprir ordem judicial que o proibia de utilizar redes sociais, mesmo através de terceiros.

Moraes reforçou, ainda, que Bolsonaro pode receber qualquer tipo de tratamento em casa e ser internado sem autorização judicial prévia, em casos de urgência. Nesses casos, é necessário que o juízo seja informado em até 24 horas, com a devida comprovação médica.

Problemas de saúde de Bolsonaro

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Desde que foi preso, Bolsonaro tem enfrentado problemas de saúde constantes. Ele foi internado em setembro com sintomas como pressão baixa, vômitos e crise de soluço. Uma série de médicos já receberam autorização por parte de Moraes para ir até a casa do ex-presidente sem a necessidade de autorização prévia.

Ainda, o ex-presidente passou por exames em um hospital em Brasília apenas três dias depois de ser condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a uma pena de 27 anos por tentativa de golpe e outros quatro crimes. Na ocasião, ele foi diagnosticado com um quadro de “anemia” e uma tomografia mostrou imagem residual de uma pneumonia recente.

Segundo o médico do ex-presidente, Cláudio Birolini, as crises de soluço pioram quando ele fala por um longo período de tempo. Na última semana, Bolsonaro teve uma crise após a visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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