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    Hospital Dona Helena

    Saúde mental: como lidar com o medo na pandemia

    Durante a convivência com o vírus, o medo passou a ser crônico e coletivo, o que adoeceu muitos mentalmente, fisicamente e emocionalmente

    13/04/2021 - 10h25 - Atualizada em: 13/04/2021 - 15h08

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    Estúdio
    Por Estúdio NSC
    Sentimento deixou de ser sentido de forma aguda para tomar forma crônica
    Sentimento deixou de ser sentido de forma aguda para tomar forma crônica
    (Foto: )

    *Por Kethe de Oliveira Souza, psicóloga do Hospital Dona Helena

    Há longo tempo que as doenças psíquicas fazem parte do cotidiano de muitos, e várias especialidades desenvolveram técnicas para ajudar o sujeito a lidar com o sofrimento. Neste último ano, o mundo passou a enfrentar uma situação que afetou a todos, gerando medo coletivo. Convivemos com um vírus nocivo, que, além de ter seu dano individualizado, provocou na humanidade sentimentos e sensações vividos de forma aguda, tornando-se crônicos. Dessa forma, o campo da saúde mental também se tornou alvo de cuidado na pandemia.

    O medo tem função em nossa existência: nos preparar para a ação diante de algo que possa ameaçar nossa sobrevivência. Nos instiga a desenvolver estratégias para a manutenção da vida. Ainda que seja necessário, na condição atual, diante da pandemia do coronavírus, o medo tem passado por fases que extrapolam a condição aguda para a crônica, trazendo danos à saúde física, mental e emocional.

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    O sentimento do medo, na pandemia, permeia o sujeito de diversas formas – medo de adoecer, de morrer, perder um ente querido, medo de perder o emprego e, com isso, a garantia de condições básicas à sobrevivência. Situação que gera um forte impacto na saúde mental. Muitos estudos, entrevistas e orientações vêm sendo realizadas com o intuito de auxiliar o sujeito, em sua individualidade e coletividade, a lidar com os sentimentos advindos da pandemia.

    Não existe algo pronto, uma fórmula que vá funcionar para todos, porém estar disponível a acessar recursos de enfrentamento de acordo a crenças de cada um já é um bom começo. É possível ter acesso a materiais publicados e serviços disponibilizados de modo on-line, como a psicoterapia, técnicas de relaxamento e meditação. Poder contar com a rede de apoio, como amigos e familiares, mesmo que de forma virtual, será de grande ajuda. Seguir com orientações relacionadas à alimentação, prática de atividade física e higiene do sono também são recursos para buscar certo equilíbrio e, assim, diminuir o impacto nocivo do sentimento do medo em sua fase aguda e crônica.

    No Hospital Dona Helena, você pode buscar atendimento no Ambulatório de Psicologia.

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