O Ministério da Saúde ativou um novo vetor de gastos voltado à eficiência e descentralização da rede pública de saúde. Trata-se do Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil), anunciado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na última quinta-feira (18), no Rio de Janeiro. O investimento terá um desembolso total de aproximadamente R$ 500 milhões em recursos federais até o encerramento do ciclo orçamentário de 2027.

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Um total de 2.733 municípios já haviam formalizado o pedido de adesão para integrar a rede de cuidado domiciliar a idosos com restrições de mobilidade e dependência de cuidados.

Incentivo financeiro por equipe e a distribuição do custeio

Para acelerar a implementação da logística assistencial nas prefeituras, o governo federal desenhou um mecanismo de incentivos financeiros atrelado à produtividade e à composição das frentes de trabalho.

Os municípios que homologarem suas adesões e estruturarem os grupos multiprofissionais de acompanhamento residencial estarão aptos a receber um incremento financeiro mensal que pode atingir o teto de R$ 10 mil por equipe ativa.

“Com a implantação do Padi Brasil, mais da metade dessa população passará a contar também com acompanhamento em casa, ampliando o acesso ao cuidado e oferecendo mais qualidade de vida aos pacientes e às suas famílias”, detalhou o ministro da Saúde ao especificar o destino dos aportes financeiros do programa.

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Impacto nas contas do SUS e substituição de custos hospitalares

O direcionamento dos R$ 500 milhões para a Atenção Primária responde a uma lógica de custo-benefício na gestão de redes hospitalares de saúde pública. Técnicos do setor de planejamento da pasta apontam que o monitoramento preventivo domiciliar de idosos de alta vulnerabilidade reduz substancialmente a taxa de reinternações de urgência por complicações de doenças crônicas ou infecções evitáveis.

O ministro da saúde destacou que mais de 3 milhões de idosos acamados são atendidos pelo SUS no Brasil.

“Junto ao Programa Farmácia Popular, que oferece gratuitamente medicamentos para diabetes e hipertensão, além de fraldas geriátricas, e ao Agora Tem Especialistas, que está reduzindo o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias, estamos fortalecendo ainda mais o cuidado com a saúde da população idosa em todo o país”, acrescentou Alexandre Padilha.

Ao transferir a assistência de baixa complexidade para o ambiente residencial, o SUS projeta uma otimização no giro de leitos das unidades de pronto atendimento e hospitais gerais, reduzindo o custo médio por paciente do sistema de saúde a médio prazo.

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*Com edição de Nicoly Souza