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Quatro indicadores mostram como SC estacionou no combate à pandemia

Estado está há um mês sem sair da faixa de 20 mil casos ativos de coronavírus, mantém hospitais lotados e alto número diário de mortes por covid-19

06/05/2021 - 07h00

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Cristian Edel
Por Cristian Edel Weiss
Curvas de casos ativos, mortes, internações em UTI e média móvel de novos casos praticamente não se alteraram nos últimos 30 dias em SC, todas permanecem em patamares elevados
Curvas de casos ativos, mortes, internações em UTI e média móvel de novos casos praticamente não se alteraram nos últimos 30 dias em SC, todas permanecem em patamares elevados
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Há um mês, Santa Catarina alcançou a marca de 20 mil casos ativos de covid-19, depois de uma queda gradativa desde o pico da pandemia, em março. Mas desde 5 de abril, o Estado tem demonstrado estagnação no número de pessoas em tratamento contra o coronavírus. Além disso, SC estacionou também no número de mortes e na ocupação de leitos de terapia intensiva (UTIs). 

> Covid hoje: veja mapas e dados de mortes por covid-19 e da vacina em SC

O mais grave é que o Estado estacionou no combate à disseminação do coronavírus num patamar ainda muito elevado em comparação a outras fases da pandemia. Veja indicadores que mostram como SC estagnou no combate à covid-19 em quatro frentes: casos ativos, UTIs, novos casos e mortes.

Casos ativos oscilam em torno de 20 mil há um mês

Desde 5 de abril, o montante de casos ativos de covid-19 tem se estabilizado em torno de 20 mil diariamente em todo o Estado. Em alguns momentos, chegou a alcançar 18 mil e 17 mil, mas voltou a subir nos dias seguintes. Nesta quarta-feira, eram 19.198 pessoas em tratamento contra a covid-19, com 924 a mais do que no dia anterior e tendência de alta para a semana.

Apesar de o número ser 50,7% menor do que o pico da pandemia, alcançado há dois meses, em 6 de março, o atual número ainda é bastante elevado. Principalmente se comparado a janeiro e fevereiro deste ano e ao primeiro pico da pandemia, em agosto, quando chegou a haver 13,3 mil casos ativos simultâneos no Estado.

Manter um elevado número de casos ativos tende a refletir em pressão sobre o sistema de saúde, o que costuma ser visto, em média, 10 dias adiante por causa dos pacientes que apresentam agravamento dos sintomas. Esse indicador em patamar elevado tende a contribuir também para mais semanas com alto número de mortes. 

Das seis grandes regiões do Estado, apenas uma reduz total de casos ativos

A Grande Florianópolis é a única das seis grandes regiões de Santa Catarina a ter queda consistente no número de casos ativos, chegando a ser o menor volume em quase sete meses. Há um mês, tinha 4.192 e apresenta 1.840 nesta quarta-feira, redução de 56% no período. Além disso, a tendência para os próximos dias é de ainda mais queda.

Já Norte, Vale do Itajaí, Oeste, Sul e Serra se alternam entre quedas e altas nos últimos 30 dias, contribuindo para a situação de estagnação em Santa Catarina. Nesta quarta-feira, todas as regiões registraram aumento de casos ativos, especialmente Oeste, Norte, Vale e Sul.

Queda no número de mortes perdeu força

Desde que atingiu o pico de mortes na pandemia, Santa Catarina chegou a registrar quatro semanas consecutivas de redução no indicador, com redução de 45% nos óbitos semanais. Mas o movimento foi interrompido no período de 18 a 24 de abril, que superou a semana anterior. 

Depois disso, a semana passada encerrou com a ocorrência de pelo menos 469 mortes. Ainda que tenha apresentado redução em relação aos sete dias anteriores, o patamar é elevado quando comparado até mesmo aos picos da pandemia em agosto e dezembro. 

Apenas nesta semana, ocorreram ao menos 160 mortes por covid-19 de domingo até esta quarta-feira, 5.

Redução na fila de espera por UTIs desacelerou

Em 5 de abril, SC se aproximava da marca de 200 pessoas na fila de espera por um leito vago na terapia intensiva (UTI). Na ocasião, já tinha reduzido 256 pessoas em relação ao pico, registrado em 17 de março. 

De um mês para cá, a redução na fila ocorreu de forma mais lenta. E ainda há 29 pessoas esperando por um leito no Estado.

A boa notícia é que em regiões como Oeste, Serra, Foz do Itajaí e Grande Florianópolis há pelo menos 6 dias consecutivos não há fila de espera. Na Grande Florianópolis, são 12 seguidos.

Taxa de ocupação de UTIs adulto é superior a 90% desde fevereiro

Desde 21 de fevereiro, Santa Catarina apresenta mais de 90% de ocupação dos leitos de UTI do SUS. Um alívio gradativo começou a ser observado a partir de 18 de abril, mas os valores atuais ainda são bem elevados. Nesta quarta-feira, a ocupação dos leitos adultos era de 93,67%.

Mesmo com redução drástica no número de casos ativos e mortes, o sistema hospitalar costuma ser o último a responder positivamente em Santa Catarina. Isso porque um paciente com covid-19 internado em UTIs fica, em média, 14 dias ocupando um leito até que o caso evolua para cura ou morte. 

Mais dados da pandemia por cidade estão disponíveis no Painel do Coronavírus.

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