O Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou nesta quarta-feira (4), Dia Mundial do Câncer, uma estimativa de novos casos de câncer no país para os próximos anos. Santa Catarina deve registrar 39 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, o sétimo maior número do país.
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Ao todo, no Brasil devem ser registrados 781 mil novos casos da doença por ano nesse período, de acordo com a estimativa. O estado com maior número de casos estimados é São Paulo, com 180 mil registros previstos ao ano.
Confira a estimativa por estado
- São Paulo – 180.240
- Minas Gerais – 92.030
- Rio de Janeiro – 77.870
- Bahia – 49.940
- Rio Grande do Sul – 47.610
- Paraná – 46.270
- Santa Catarina – 39.950
- Ceará – 39.460
- Goiás – 29.930
- Pernambuco – 21.950
- Espírito Santo – 16.870
- Pará – 13.970
- Paraíba – 13.810
- Maranhão – 12.950
- Mato Grosso do Sul – 12.270
- Rio Grande do Norte – 11.970
- Distrito Federal – 11.960
- Mato Grosso – 11.930
- Piauí – 11.770
- Alagoas – 10.940
- Sergipe – 7.930
- Amazonas – 7.550
- Tocantins – 4.940
- Rondônia – 3.020
- Acre – 1.270
- Amapá – 1.270
- Roraima – 1.000
Desafio de saúde pública
Os dados do Inca mostram que o câncer é um dos principais desafios de saúde pública atualmente no país, e em um futuro próximo essa pode ser a principal causa de morte no Brasil, superando doenças mais comuns historicamente, como problemas cardíacos.
Contudo, o levantamento traz ainda um recorte de um país desigual, em que algumas regiões enfrentam com maior frequência cânceres associados ao envelhecimento e estilo de vida urbano, e outras tumores previníveis, com diagnóstico tardio, e concentrados nas regiões mais pobres.
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Nas regiões Sul e Sudeste se concentram tumores de mama, próstata, cólon e reto, casos relacionados ao estilo de vida e envelhecimento da população, em um padrão semelhante ao de países de alta renda. Porém, mesmo nessas regiões, o câncer colorretal tem preocupado pela alta incidência e mortalidade elevada.
Já no Norte e Nordeste, tumores que são associados a falhas estruturais de saúde pública seguem em destaque. O câncer do colo de útero é a segunda neoplasia mais incidente entre mulheres nessas regiões, apesar de ser prevenível através da vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) e rastreamento adequado.
As diferenças nas taxas de incidência conforme as diferentes regiões do país também mostram como o cenário de enfrentamento da doença é diverso. A oncologista do grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, Stephen Stefani, afirma que isso destaca a necessidade de um olhar regionalizado.
— Quase todos os tumores chamam atenção pelas taxas de incidência, com diferenças relevantes entre as regiões do país. O câncer de mama é um bom exemplo: no Norte, a taxa gira em torno de 33 casos por 100 mil mulheres, enquanto chega a cerca de 88 no Sudeste e 77 no Sul — explica a médica.
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Em Santa Catarina, o tipo mais comum de câncer é o de pele não melanoma (17.050), seguido pelo de mama (4.460), cólon e reto (3.400) e traqueia, brônquio e pulmão (2.240). Os dados são uma projeção por ano para os próximos anos, entre 2026 e 2028.
Veja a estimativa de novos casos de câncer por ano em SC
Com informações do g1.

