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SC é o terceiro estado com maior registro de recombinante brasileira da Ômicron

Primeiras sequências da variante no Brasil apareceram entre os dias 10 e 23 de março

23/06/2022 - 15h01

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Camilla
Por Camilla Martins
Centro de Florianópolis
Primeiras sequências da variante no Brasil apareceram em março
(Foto: )

Santa Catarina é o terceiro estado do país onde mais foi detectada a variante XAG, que é a primeira recombinante brasileira da Ômicron. As amostras da variante originada no Brasil foram identificadas pela Rede de Alerta das Variantes do SARS-CoV-2, coordenada pelo Instituto Butantan. 

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Segundo o Instituto, 35 amostras da XAG foram identificadas no país desde março deste ano. Inicialmente, elas foram classificadas como XQ, e reclassificadas como XAG em 14 de junho, depois de estudos mais detalhados do genoma da variante.

— Inicialmente, pensava-se que se tratava da variante recombinante XQ. Com o surgimento de mais dados de sequenciamento, foi possível concluir que, de fato, trata-se de uma nova recombinante com provável origem brasileira, sendo designada como XAG em 14 de junho de 2022 — afirmou o bioinformata da Rede de Alerta, Alex Ranieri.

A maior circulação da XAG está no Rio Grande do Sul, onde foram identificadas 25 sequências até o último dia 9 de junho. Depois, vêm os estados de São Paulo, com seis sequências identificadas, Santa Catarina, com duas sequências identificadas, uma no Paraná e uma em Minas Gerais. 

O bioinformata diz que as primeiras sequências no Brasil apareceram entre os dias 10 e 23 de março no Rio Grande do Sul. Outros 13 registros feitos pela rede foram entre os dias 14 e 19 de abril, embora a maior quantidade de casos tenha sido identificada no mês de maio deste ano. 

> SC confirma primeiro caso da linhagem BA.2 da variante ômicron

A diferença entre as recombinantes XQ e XAG se consolidou à medida que mais sequenciamentos foram realizados pela Rede de Alerta. 

— A notificação foi feita somente em junho porque acreditava-se que estas sequências se tratavam de outra variante recombinante originária de mutações da ômicron. Mas com o surgimento de mais informações, foi possível chegarmos à conclusão de que na verdade se tratavam de uma recombinante nova, que é a XAG — ressalta.

Alex explica que a diferença entre uma recombinante e outra é basicamente o ponto da proporção do genoma entre elas. Ou seja, as variantes recombinantes do vírus da Covid-19 estão atualmente sendo formadas pelas linhagens BA.1 e BA.2 da ômicron, com diferenças entre as proporções desse genoma.

Segundo Alex, ao menos 47 sequências da XAG, que é uma recombinação das linhagens BA.1 e BA.2 da ômicron (semelhante à variante XQ, mas com pequenas mudanças no genoma entre elas), já foram detectadas no mundo. Além do Brasil, quatro casos foram identificados em Israel, três nos Estados Unidos, três na Dinamarca, um na Alemanha e um no Chile, de acordo com a plataforma Pango de notificação de variantes do SARS-CoV-2.  

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