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    NOVOS SURTOS

    SC registra número mais alto de casos ativos de coronavírus das últimas quatro semanas

    Crescimento foi puxado por municípios da Grande Florianópolis que concentram quase 1 em cada 3 pacientes em tratamento contra o coronavírus em SC

    10/10/2020 - 04h00

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    Clarissa
    Por Clarissa Battistella
    Cristian Edel
    Por Cristian Edel Weiss
    Grande Florianópolis tem quatro cidades entre as 10 com mais casos ativos de SC
    Grande Florianópolis tem quatro cidades entre as 10 com mais casos ativos de SC
    (Foto: )

    Com 8.005 pacientes em tratamento por infecção de coronavírus, Santa Catarina registrou nessa sexta-feira (9) o número mais alto de casos ativos da doença - pessoas ainda não recuperadas - das últimas quatro semanas. Era desde 12 de setembro que o número se mantinha abaixo de 8 mil infectados ativos, dado que tirou muitas regiões do risco gravíssimo e grave para coronavírus, segundo a matriz do Estado, e serviu para balizar a maioria das flexibilizações.

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    Desde a última quinta-feira (8), no entanto, o total de diagnósticos diários voltou a subir: foram notificados 1.451 novos casos na quinta e outros 1.534, na sexta, o que deixa a Secretaria de Estado de Saúde (SES) em alerta para identificar possíveis novos surtos ou mesmo um novo pico da doença, o que ainda não foi confirmado..

    O levantamento da NSC é baseado em dados oficiais divulgados diariamente pelo governo do Estado, via Secretaria de Estado de Saúde. Os números são os mesmos encaminhados diariamente ao Ministério da Saúde.

    Cidades com aumentos mais expressivos

    Entre as 10 cidades que tiveram maior aumento de casos ativos nos últimos 30 dias em SC, quatro são da Grande Florianópolis (veja no mapa abaixo). Em escalada, aparecem São José, Palhoça, Biguaçu e a Capital catarinense, que inclusive já manifestou preocupação e reforçou o pedido de cuidados individuais aos habitantes

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    Somente em Florianópolis, cidade que teve o primeiro registro noticiado de coronavírus no estado, o crescimento foi de 91%. Nessa sexta-feira, a Capital até passou Joinville em número de casos ativos depois de meses figurando entre a 2ª e 5ª posição no rankig de ativos, com 1.028 casos, segundo dados do governo estadual.

    Vizinha, a cidade de São José não fica muito para trás: aparece em terceira na lista com 789 casos. Entre as duas, ainda está a cidade mais populosa do estado, Joinville, com 895 infectados ativos. Com uma distância na quantidade, Palhoça aparece em quarta posição, com 351. Biguaçu figura em sétimo, ao lado de Maravilha, no Oeste, com 104 infectados em tratamento.

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    Imaruí, no Sul do Estado apresenta o maior índice de casos ativos per capita: 59 para cada 10 mil habitantes. A cidade também é a que teve o maior salto proporcional, 15 vezes mais, saltando de 4 casos ativos em 9 de setembro para 60 em 9 de outubro.

    O que diz a Secretaria de Saúde

    Procurada, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) se manifestou por meio de nota. Disse que a pasta, junto ao Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES), realizam todo o monitoramento da pandemia em Santa Catarina e que, através da última matriz de risco divulgada, notou o crescimento de casos, motivo porque a região da Foz do Itajaí, que estava no nível de risco alto na semana passada, voltou ao nível grave.

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    A SES acrescentou que "boa parte do mundo está vivendo situação de segunda onda (do coronavírus), e a mudança na matriz teve justamente o objetivo de buscar identificar com precisão a ocorrência de alterações que possam indicar possíveis novos surtos ou até mesmo uma segunda onda".

    O que diz a Secretaria de Saúde de Florianópolis

    Através de nota, a Secretaria de Saúde de Florianópolis disse que observou o aumento em surtos nos locais de trabalho e através de aglomerações familiares com pessoas que não moram na mesma residência. Orientou a população para que tenha cautela e respeite as medidas de distanciamento social.

    Na mesma nota, salientou a importância no uso contínuo de máscaras e pediu aos moradores que evitem lugares com pouca ventilação, número grande de pessoas ou fechados, onde pessoas falam em voz alta. 

    Finzilou dizendo que "apesar de estarmos com menos casos que nos meses de julho e início de agosto, o vírus ainda está circulando em grande quantidade e sem os cuidados o número de doentes pode aumentar."

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