A distribuição de renda dos trabalhadores ocupados em Santa Catarina foi a melhor em relação às outras unidades federativas do Brasil no primeiro trimestre de 2025, conforme os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) divulgados nesta quinta-feira (7). Os dados produzem o Índice de Gini, que mede a igualdade ou desigualdade na distribuição de renda em um local.
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O índice é usado internacionalmente e tem como objetivo avaliar o grau de concentração de renda de uma população, em uma escala de zero a um. O grau 0 corresponde a uma distribuição de renda igualitária. Já o grau 1 se refere a uma distribuição de desigualdade extrema. Dessa forma, quanto mais próximo de zero, melhor é a distribuição de renda.
Em Santa Catarina, o Índice de Gini é de 0,424 entre os trabalhadores ocupados, sendo o menor do Brasil. Já o estado com a pior distribuição de renda, segundo o índice, é o Piauí, com 0,610. A média nacional, segundo os dados, ficou em 0,516 no primeiro trimestre. Para o cálculo, foram considerados os valores do rendimento mensal recebidos em todos os trabalhos por pessoas com 14 anos ou mais.
Entre as mulheres no Estado, o índice de igualdade na distribuição de renda entre trabalhadores é ainda maior, com Índice de Gini de 0,407, de acordo com os microdados da PNAD Contínua. Além disso, a distribuição entre trabalhadores com ensino médio completo também é mais equilibrada, com o Índice de Gini chegando a 0,324.
Para o governador Jorginho Mello, as oportunidades de emprego no Estado proporcionam a transformação social, trazendo uma melhor distribuição de renda.
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— […] Buscamos melhorar isso todos os dias aqui em Santa Catarina, com um ambiente econômico com menos impostos, segurança jurídica pra quem quer investir e facilidade para a abertura de novos empreendimentos que gerem mais vagas de emprego — afirmou.
De acordo com o secretário de Estado do Planejamento, Fabrício Oliveira, um conjunto de fatores influencia no índice em Santa Catarina e no desempenho acima da média nacional, como o “alto índice de formalização do mercado de trabalho, a baixa taxa de desemprego, e os mais altos níveis de produtividade econômica do país.
Veja quais são os 10 estados com os melhores índices de distribuição de renda
- Santa Catarina – 0,424
- Rondônia – 0,443
- Mato Grosso – 0,448
- Goiás – 0,459
- Amapá – 0,465
- Paraná – 0,471
- Mato Grosso do Sul – 0,471
- Minas Gerais – 0,479
- Espírito Santo – 0,483
- Acre – 0,490
Boletim trimestral
Nesta quinta-feira, também foi lançado pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan) o Boletim Trimestral de Indicadores do Trabalho, com dados inéditos do período. O boletim revelou que Santa Catarina possui o menor nível de desocupação do Brasil, de 3%, ficando abaixo da média nacional, que chega a 7%.
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Segundo os dados, o rendimento médio efetivamente recebido em todos os trabalhos em Santa Catarina foi de R$ 4.312,00 no primeiro trimestre de 2025, o que representa um crescimento de 13,27% em relação
ao mesmo trimestre de 2024 e 18,7% acima do recebido nacionalmente — R$ 3.633,00.
Em Santa Catarina, a informalidade do mercado de trabalho também foi a menor entre os estados brasileiros, com uma taxa de 25,3%. A média nacional ficou em 38%.
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