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    SC tem alta de 600 casos de dengue em uma semana e soma 5,2 mil em 2020

    Em cinco meses, número já supera a marca dos outros anos em que houve epidemia no território catarinense. Estado segue com dez cidades com transmissão epidêmica

    01/06/2020 - 15h53

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    Por Jean Laurindo
    Amostras de focos do mosquito da dengue em SC
    Casos de dengue seguem em alta em SC, superando outros anos de epidemia
    (Foto: )

    Santa Catarina já soma 5.228 casos confirmados de dengue em menos de cinco meses de 2020. O número é o maior já registrado pelo Estado em comparação a outros anos em que houve epidemia da doença em SC.

    A maior marca havia sido alcançada pelo Estado na semana passada, quando chegou a 4,6 mil casos de dengue em quatro meses e meio, superando o ano de 2016, que até então tinha a maior incidência da doença em SC, com 4,3 mil casos.

    Somente na última semana houve o aumento de 627 casos confirmados, um crescimento de 13,6%. No entanto, segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive-SC), isso não significa que todos esses casos são da última semana.

    Os casos, na verdade, estão distribuídos ao longo das últimas semanas, mas somente apareceram no último boletim porque dependem que os municípios insiram as informações no sistema, o que segundo a Dive pode levar um período de até 60 dias.

    Na evolução dos casos notificados, a última semana teve o oitavo maior número de notificações entre as 21 semanas deste ano.

    Segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (1) pela Dive-SC, além dos 5.228 diagnósticos positivos, o Estado tem ainda outros 5.761 casos sob investigação pelos municípios. Os dados são atualizados até 23 de maio.

    Dos 5.228 casos confirmados de dengue, 4.871 são considerados autóctones – transmitidos dentro do Estado. O número representa 93% dos diagnósticos. Outros 160 casos da doença são importados, enquanto 92 tiveram o lugar de contaminação indeterminação e 105 ainda têm o local de infecção sob investigação.

    Joinville tem 70% dos casos de dengue do Estado

    Joinville, no Norte do Estado, responde por 70% dos casos confirmados em todo o Estado. A| cidade tem 3.425 casos confirmados, segundo o boletim mais recente da Dive-SC. No total, o Estado continua com 10 cidades com situação de epidemia de dengue (confira a lista abaixo).

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a situação de epidemia ocorre quando a taxa de incidência é maior de 300 casos de dengue por 100 mil habitantes.

    Nos outros três anos em que o Estado teve epidemias de dengue, o total de casos foi de 1.911 (2019), 4.379 (2016) e 3.619 (2015). As duas únicas mortes por dengue já ocorridas em Santa Catarina foram em 2016.

    Maior presença do mosquito é um dos fatores do aumento da doença

    O aumento de casos de dengue é apontado como um fator a mais a pressionar o sistema de saúde, que já tem a missão de suportar os atendimentos crescentes de casos do novo coronavírus.

    De acordo com o João Fuck, gerente de Vigilância de Zoonoses da Dive-SC, o aumento do número de cidades com infestação do mosquito Aedes aegypti, que já chega a 102 municípios do Estado, é um dos fatores que explica o maior número de casos da doença este ano em SC.

    Essa maior presença do mosquito, por sua vez, é reflexo do relaxamento nos cuidados de prevenção como a retirada de locais de água parada e também de condições climáticas favoráveis, como um inverno não tão definido ocorrido no ano passado.

    – É uma situação que demanda atenção e união de esforços da população para um maior controle da doença – avalia.

    Principais sintomas da dengue

    A febre alta, de 39° a 40° C, de início abrupto, costuma ser uma das primeiras manifestações da dengue. A alta na temperatura pode durar de 2 a 7 dias e também ocorrer conjuntamente com dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo, nas articulações e no fundo dos olhos.

    Manchas pelo corpo também estão presentes em 50% dos casos e podem ocorrer não rosto, tronco, braços e pernas. Outros sintomas que podem ser registrados também são perda de apetite, náuseas e vômitos.

    A doença pode evoluir para um quadro grave. Nesses casos, ocorrem sangramentos de mucosas (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, letargia, sonolência ou irritabilidade, hipotensão e tontura são considerados sinais de alarme. Alguns pacientes também podem apresentar manifestações neurológicas, como convulsões e irritabilidade.

    Dicas para evitar a proliferação da doença

    - evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;

    - guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;

    - mantenha lixeiras tampadas;

    - deixe os depósitos d’água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;

    - plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;

    - trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;

    - mantenha ralos fechados e desentupidos;

    - lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;

    - retire a água acumulada em lajes;

    - dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;

    - mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;

    - evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;

    - denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;

    - caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.

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