A economia com combustível costuma ser um dos principais argumentos para comprar um carro elétrico. Antes de fechar negócio, porém, existe outra despesa que merece entrar na calculadora: o seguro.
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Alguns elétricos realmente apresentam apólices mais caras que as de automóveis a combustão, principalmente por causa do custo dos reparos. Isso não significa que todo carro movido a bateria seja obrigatoriamente mais caro de segurar.
Localização, idade do condutor, histórico de acidentes, índice de roubos, valor do automóvel e coberturas escolhidas continuam tendo enorme influência no preço final.
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Elétrico popular teve o seguro mais caro entre os mais vendidos
Um levantamento da Creditas Seguros ajuda a dimensionar a diferença. Entre os dez carros mais vendidos do Brasil analisados em março de 2026, o BYD Dolphin Mini apresentou o maior preço médio de seguro.
Para o perfil masculino, a apólice do elétrico ficou em R$ 3.890,91. Para o feminino, chegou a R$ 4.311,27. As simulações consideraram motoristas de 35 anos, casados, residentes em 11 capitais e propostas de 15 seguradoras.
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No mesmo estudo, o Hyundai HB20 Sense Plus 1.0 teve os menores valores: R$ 2.050,27 para homens e R$ 2.431,74 para mulheres. Nesse recorte, o seguro do Dolphin Mini ficou perto do dobro do cobrado pelo hatch a combustão para o perfil masculino.
A diferença pode ficar ainda maior dependendo da cidade. Em fevereiro, uma cotação para o Dolphin Mini chegou a R$ 12.022,39 no Rio de Janeiro para o perfil feminino analisado. O valor não representa todos os proprietários do modelo, mas revela quanto o CEP e o perfil do condutor podem alterar a proposta.
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Por que o reparo do carro elétrico preocupa as seguradoras?
O conjunto de baterias é uma das peças mais caras do veículo, mas não trabalha sozinho nessa conta. Carros elétricos também concentram sensores, câmeras, módulos eletrônicos e sistemas de gerenciamento de energia que podem exigir diagnóstico e mão de obra especializados.
Um estudo divulgado pela Swiss Re aponta que, no Reino Unido, o custo de reparação dos elétricos a bateria chegou a ficar 25% acima do registrado nos carros com motor a combustão. O tempo necessário para o conserto era 14% maior.
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A seguradora observa, contudo, que essa distância começou a diminuir à medida que oficinas e profissionais ganharam experiência com a tecnologia.
Outro fator é a disponibilidade de peças. Quando poucos fornecedores e oficinas conseguem realizar o serviço, um acidente aparentemente simples pode deixar o veículo parado por mais tempo. Esse período também pesa para a seguradora quando a apólice inclui carro reserva ou outras assistências.
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Seguro cobre qualquer problema na bateria?
Ter cobertura para a bateria não significa que a seguradora pagará por desgaste natural, perda gradual de capacidade, defeito de fabricação ou danos provocados pelo uso incorreto.
Nas apólices que oferecem essa proteção, a bateria costuma ser coberta quando é atingida por um evento previsto no contrato, como colisão, incêndio, roubo ou alagamento.
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A Allianz, por exemplo, informa que oferece reparo ou substituição da bateria e do cabo de carregamento em caso de sinistro coberto. A empresa ressalta que danos isolados nesses componentes podem não ser indenizados quando o restante do automóvel não apresenta prejuízo superior à franquia.
Por isso, vale conferir no contrato quais situações estão incluídas, como a seguradora classifica a bateria e se existem restrições relacionadas ao carregamento.
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Quando o seguro do elétrico pode sair mais barato?
Alguns modelos elétricos ainda apresentam índices de roubo inferiores aos de carros a combustão muito populares. Também existem proprietários com perfil considerado de baixo risco, que rodam pouco, guardam o veículo em garagem e circulam em regiões com menor frequência de sinistros.
A Suhai afirma que determinadas apólices para elétricos podem ficar mais de 10% abaixo das oferecidas a modelos a combustão, dependendo do veículo, do risco de roubo e do pacote contratado. A seguradora também trabalha com modalidades que não incluem todos os tipos de colisão, o que exige cuidado ao comparar preços.
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Uma proposta mais barata pode oferecer franquia maior, indenização reduzida, limite menor para danos a terceiros ou proteção apenas contra roubo, furto e perda total. Comparar somente o valor da parcela pode levar a uma falsa economia.
Seguradoras já criaram serviços próprios para elétricos
Com mais carros eletrificados nas ruas, as seguradoras começaram a adaptar os produtos. Já existem planos com proteção para cabos, bateria e reboque até um carregador ou até a residência do proprietário em caso de falta de energia.
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A Allianz, por exemplo, oferece assistência com transporte do carro para um ponto de recarga ou para a casa do segurado.
A mudança acompanha o avanço desse tipo de automóvel. Elétricos e híbridos responderam por 16,1% das cotações de seguro realizadas em abril de 2026, segundo o Índice de Preço do Seguro de Automóvel e Moto, da TEx, empresa da Serasa Experian.
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Em novembro de 2024, os elétricos representavam apenas 1,1% das cotações acompanhadas. Em abril de 2026, a participação alcançou 9%, superando individualmente os híbridos, com 7,1%.
