Com o endividamento atingindo 80% das famílias brasileiras, o Senado aprovou nesta terça (5) o ensino obrigatório de educação financeira e empreendedorismo nas escolas. A nova política nacional (PL 2.356/2024) será aplicada em todas as etapas da educação básica de forma transversal.
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O objetivo é preparar os jovens para a gestão de renda antes mesmo da entrada no mercado de trabalho. Após o aval da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o texto segue agora para análise na Comissão de Educação.
Educação financeira entra no currículo para conectar escola e mercado
A proposta altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) com o objetivo de oxigenar o currículo escolar.
A meta é ir além do ensino técnico tradicional, preparando o aluno para o universo da inovação e do empreendedorismo.
Segundo o senador Jayme Campos (União-MT), autor do projeto, a mudança é uma resposta urgente ao endividamento que atinge 80% das famílias brasileiras, levando o aprendizado sobre o controle do bolso diretamente para a sala de aula e aproximando os jovens da realidade do mercado e do ensino superior.
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O custo da reforma e a engenharia para tirar o plano do papel
Para que a nova política saia das intenções e chegue às salas de aula, a União vai repartir os custos com estados e municípios.
O governo federal ficará responsável por oferecer suporte técnico e os recursos necessários para a capacitação dos docentes. No entanto, para evitar sobressaltos nas contas públicas, o envio dessas verbas estará condicionado ao Orçamento Federal.
A estratégia busca garantir que o ensino financeiro seja uma política de Estado contínua, sem comprometer o equilíbrio fiscal do país.
Educação como antídoto para o ciclo das dívidas
Na visão dos defensores da proposta, a escola é a principal ferramenta para romper a herança do endividamento que passa de pai para filho no Brasil.
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O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) destaca que a raiz do problema está na dificuldade de gerenciar o orçamento doméstico:
“O grande gargalo é que as pessoas não conseguem controlar o que ganham e o que precisam pagar”, pontua.
Com a aprovação na CAE, o foco do projeto agora muda: na Comissão de Educação, o debate deixa de ser financeiro para definir como esse aprendizado será aplicado na prática pedagógica com os alunos.
