Projeto pode favorecer agricultores afetados por desastres climáticos (Foto: Banco de Imagens)
O projeto que cria uma linha especial de crédito rural para a renegociação de dívidas de produtores rurais foi aprovado no Senado Federal nesta quarta-feira (10). O texto que já foi aprovado na Câmara terá que passar por uma nova votação na Casa após alterações. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é contra a iniciativa e estima um impacto fiscal de R$ 120 bilhões até 2027.
Continua após a publicidade
A pauta foi incluída pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), mesmo sem apoio. A ideia é que produtores atingidos por eventos climáticos extremos ou impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos internacionais recebam uma linha especial de crédito.
Por que o projeto é visto como uma “pauta-bomba”?
Pauta-bomba para o Congresso Nacional é o tipo de projetos de lei ou propostas que cria despesas bilionárias ou reduz a arrecadação. Neste caso, o impacto é calculado como bilionário para as contas do governo, caso aprovado pelo Congresso Nacional.
Continua após a publicidade
Segundo o Ministério da Fazenda, se todas as pessoas aptas aderirem ao refinanciamento, o impacto financeiro, na dívida pública, pode chegar a R$ 817 bilhões ao longo dos próximos 13 anos, sendo R$ 150 bilhões só em 2027.
De acordo com Renan Calheiros, relator do projeto no Senado, o texto se limita a dívidas atrasadas do setor, e não a todo o estoque.
O que acontece com o projeto agora?
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta quarta-feira (10) que o governo federal avalia vetar ou até acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) caso o projeto seja aprovado na Câmara dos Deputados.
Como a proposta sofreu alterações, o texto precisa passar por nova deliberação na Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
El Niño pode gerar impactos em SC
O El Niño é um fenômeno natural que acontece no Oceano Pacífico, na faixa próxima à Linha do Equador, entre a América do Sul e a Ásia. Os chamados ventos alísios empurram a água quente da superfície do mar em direção à Indonésia e à Austrália.(Foto: Tiago Ghizoni, NSC Total, arquivo)Enquanto o Oeste do Pacífico fica mais quente, perto da América do Sul sobe água fria das profundezas, mantendo o equilíbrio do sistema.(Foto: Banco de imagem) Por variações naturais do clima, os ventos alísios perdem força — esse é o primeiro sinal de que algo está mudando. (Foto: Defesa Civil, Reprodução)Com ventos mais fracos, a água quente acumulada começa a se deslocar de volta para o Centro e o Leste do Pacífico.(Foto: Alan Pedro, Arquivo NSC Total) Esse deslocamento eleva a temperatura do oceano perto da América do Sul e reduz a ressurgência de água fria.Água mais quente libera mais calor para a atmosfera, alterando ventos e padrões de chuva.(Foto: Reprodução)Quando o aquecimento persiste por pelo menos cinco meses, o fenômeno é caracterizado como El Niño. (Foto: Luisa de Melo)O aquecimento do Oceano Pacífico reflete em maiores volumes de chuva e temperaturas mais amenas na região Oeste de Santa Catarina. (Foto: Redes sociais, Reprodução)Ainda em relação ao Sul do Brasil, no primeiro ano do El Niño, as estações mais chuvosas são a primavera e o verão. No segundo, o maior impacto é no inverno.(Foto: Banco de imagens)