Por que algumas mulheres escolhem como meta de vida acolher outras mulheres? Qual impacto isso gera? Quais suportes elas precisam? A série “Mulheres que Acolhem“, exibida na NSC TV entre nove e dez de março, surgiu para responder a essas perguntas.

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Dividido em três reportagens, o material não apresenta números ou pesquisas. É sobre histórias. Cerca de 20 mulheres foram entrevistadas para contar, a partir do olhar delas, o que é acolher e se sentir acolhida por outras mulheres. A ideia surgiu de uma conversa pessoal da editora da NSC TV, Ana Carolina Metzger, com a própria psicóloga, que é parte da rede de apoio dela. Com isso, veio a curiosidade de mostrar quem são as mulheres que escolheram o acolhimento como propósito de vida — seja por meio de uma profissão ou de forma voluntária.

O primeiro episódio apresenta duas mulheres que decidiram utilizar o conhecimento profissional para acolher mulheres em vulnerabilidade. Entre os locais visitados está o Centro Pop de Blumenau. Lá, a equipe encontrou uma jovem de 22 anos que procurava por um abrigo. Ela contou que só aceitava ir para um local em que tivessem apenas mulheres.

— Em casa ela vivia a violência do próprio pai. E isso mostrou, logo no início da produção da série, a importância de nós, mulheres, atuarmos como rede. De estarmos rodeadas de outras mulheres — conta Patrícia Hadlich, repórter da NSC TV que gravou a série.

A segunda reportagem trouxe dois grupos formados por mulheres que não se conheciam e que se tornaram coletivos potentes, a partir de encontros sistemáticos. A série é finalizada com gravações em Itajaí, no Litoral Norte, com o trabalho de duas professoras universitárias que fazem rodas de conversa em abrigos, asilos e no presídio feminino da cidade. Elas são responsáveis pelo projeto “Empodera Mulheres”, criado para estimular o empreendedorismo feminino e fortalecer a autoestima de mulheres em situação de vulnerabilidade.

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O processo de produção, gravação e edição do material durou quase três meses. Foram entrevistas extensas, feitas com cuidado e escuta gentil. O maior desafio foi selecionar o que, no fim, seria exibido na TV, já que nem toda a potência desses relatos cabem em um texto de televisão. Mesmo assim, a missão que se tinha era repassar ao telespectador a essência da série: a força da união entre mulheres.