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Servidores e políticos são alvo de operação da Polícia Federal em SC

Prefeito de Florianópolis e delegado da Polícia Federal estão entre os presos temporários durante a operação desta terça-feira (18)

18/06/2019 - 09h29 - Atualizada em: 18/06/2019 - 14h46

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Redação
Por Redação DC
Servidores e políticos são alvo de operação da Polícia Federal em SC
(Foto: )

A Polícia Federal cumpre mandados de prisão temporária e de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (18) em Santa Catarina. A ação, intitulada "Chabu", tem como objetivo desarticular uma organização que violava sigilo de operações policiais no Estado de Santa Catarina de acordo com a Polícia Federal.

Entre os presos, está o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, que teve prisão temporária decretada e prestará depoimento na Polícia Federal.

Também foram presos temporariamente o delegado da Polícia Federal Fernando Amaro de Moraes Caieron, o agente da PF Marcelo Roberto Paiva Winter e o ex-secretário da Casa Civil, Luciano Veloso Lima. Caieron coordenou grandes operações relacionadas ao tráfico de drogas em todo o país, e Lima esteve à frente da casa durante todo o ano de 2018. A reportagem não localizou a defesa dos servidores.

Winter atua na área de crimes de alta tecnologia, auxiliando em investigações e em forense computacional, em Florianópolis. A defesa informou ao NSC que vai se manifestar somente depois que tiver acesso aos autos, mas adiantou que ele já prestou depoimento.

Ao todo, estão sendo cumpridos sete mandados de prisão temporária e outros 23 de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF 4) em Porto Alegre (RS).

Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido na sede do Grupo Nexxera, localizada no Centro de Florianópolis. Em nota, o Grupo Nexxera informou não saber do que se trata a operação e ressaltou que é uma fase de investigação e provas. "Estamos confortáveis e vamos contribuir com o que for preciso com as autoridades", afirmou em nota.

Investigação teve início a partir de operação de 2018

A investigação teve início após análise dos materiais apreendidos durante a Operação Eclipse realizada em agosto de 2018. De acordo com a Polícia Federal, foi apurado que a suposta organização criminosa construiu uma rede composta por políticos, empresários, e servidores da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Conforme a polícia, os suspeitos, lotados em órgão de inteligência e investigação, tinham o objetivo de prejudicar investigações policiais em curso e proteger o núcleo político em troca de favorecimentos financeiros e políticos.

"Durante as investigações foram apuradas várias práticas ilícitas, dentre as quais destacam-se o vazamento sistemático de informações a respeito de operações policiais a serem deflagradas até o contrabando de equipamentos de contra inteligência para montar 'salas seguras' a prova de monitoramento em órgãos públicos e empresas", afirmou a PF em nota.

Operação contra fraude em investigações cumpre mandados em Balneário Camboriú

Estão sendo investigados crimes de associação criminosa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, corrupção ativa, além da tentativa de interferir em investigação penal que envolva organização criminosa conforme a Polícia Federal.

Operação Eclipse cumpriu mandado na Alesc

Um gabinete da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) foi alvo de um dos 10 mandados de busca e apreensão cumpridos durante a operação Eclipse, em agosto de 2018. Na ocasião, os investigados eram servidores públicos da Polícia Federal e da Polícia Civil.

A investigação apurou a divulgação ilícita de informações sigilosas referentes a investigações conduzidas pela Polícia Federal. Foram investigados os crimes de associação criminosa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, corrupção ativa, além da tentativa de interferir em investigação penal que envolva organização criminosa.

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