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Sete caçadores são presos em parque nacional no Vale do Itajaí com armas, cão e carne já preparada 

Grupo de amigos de Blumenau foi localizado na região do Encano, em Indaial, com equipamento de caça e carne de tatu servida como "iguaria

20/04/2020 - 07h07 - Atualizada em: 20/04/2020 - 07h10

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Augusto
Por Augusto Ittner
Armas e homens presos em rancho no Encano, em Indaial.
Armas e homens presos em rancho no Encano, em Indaial.
(Foto: )

Sete caçadores foram presos neste fim de semana depois de se reunirem para caçar e comer animais silvestres no Vale do Itajaí. O grupo de amigos é do Progresso, no Sul de Blumenau, mas foi localizado pela Polícia Militar Ambiental, PM de Blumenau e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) na região do Encano, em Indaial. O flagrante ocorreu na tarde de sábado (18).

Os agentes localizaram os homens em uma caminhonete e em um rancho que fica dentro do Parque Nacional Serra do Itajaí — onde são proibidas atividades que possam causar qualquer dano à fauna, à vegetação nativa e aos recursos hídricos. No veículo, onde estavam quatro caçadores, os policiais encontraram quatro pistolas e carabinas de pressão.

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No imóvel, as autoridades encontraram os outros três homens com dois rifles, uma espingarda, uma armadilha e dois radiocomunicadores. Com eles ainda havia três carcaças de tatu, munições intactas e deflagradas, facas, facões, lanternas. Um dos animais silvestres, inclusive, já havia sido preparado, frito, e servido como uma iguaria aos integrantes do grupo.

Os caçadores têm entre 26 e 68 anos e foram levados ao Presídio Regional de Blumenau. Ainda no fim de semana, porém, eles foram soltos mediante medidas cautelares — como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de acesso a qualquer área do Parque Nacional Serra do Itajaí.

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Eles irão responder por dois processos: na esfera criminal, estão sujeitos a penas que podem ultrapassar quatro anos de reclusão, além de multa. Já administrativamente, as multas aplicadas pelo ICMBio pode variar de R$ 1 mil a R$ 3 mil para cada um dos sete caçadores envolvidos no crime.

Cão usado para ajudar na caça.
Cão usado para ajudar na caça.
(Foto: )

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