Dia de Carnaval é dia de festa e diversão, mas para algumas mulheres, o que era para ser uma festa, pode se transformar em uma experiência terrível. No Brasil, 50% das mulheres já foram assediadas no Carnaval e 73% delas têm receio de passar por essa situação pela primeira vez ou novamente. Os dados são do levantamento do Instituto Locomotiva e do QuestionPro, divulgados pela Agência Brasil.

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A delegada Michelle Alves, diretora de Polícia da Grande Florianópolis, explica que assédio sexual é caracterizado pelo ato de satisfazer o próprio prazer ou de outras pessoas sem o consentimento da vítima, tanto em lugares públicos, quanto privados. No entanto, existe uma diferença entre assédio e importunação sexual:

— Um beijo roubado ou uma passada de mão, a masturbação, para satisfazer o próprio prazer sem o consentimento da vítima, vindo de uma pessoa desconhecida, por exemplo, um folião no Carnaval, caracterizam a importunação ofensiva do pudor, como é chamada a importunação sexual. O assédio sexual ocorre quando esses atos vêm de uma pessoa conhecida, como um chefe, um professor, ou alguém em posição de hierarquia sobre a vítima — explica a delegada.

Por isso, na maioria dos casos, o que se observa no Carnaval são situações de importunação sexual, um crime em que o autor pode ser preso em flagrante e a pena pode chegar até cinco anos de reclusão.

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Caso isso aconteça, a delegada aconselha que a vítima procure a 1ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, que no Carnaval estará em uma sala na Passarela Nego Quirido, junto com outras instituições de saúde e assistência social, para prestar atendimento e garantir maior segurança na festa.

— Nós estamos também defendendo a bandeira do “Não É Não”, então a gente espera que as pessoas tratem umas às outras com respeito. Havendo qualquer incômodo, é indicado que as mulheres tentem localizar um segurança ou um policial que esteja identificado. Reporte e também faça um registro de ocorrência. Se possível, tente gravar a imagem ou tirar alguma foto para facilitar a identificação do autor. — reforça Michele.

Confira dicas para se proteger

  • Copos não são muito confiáveis, prefira beber em embalagens fechadas e copos térmicos com tampas;
  • Só entre em transportes de aplicativos autorizados, evite os clandestinos;
  • Em caso de importunação no ônibus, avise o motorista. No transporte público, evite sentar nos assentos mais próximos das janelas, o assento do corredor facilita caso precise sair do local rápido;
  • Evite estar sozinha em meio à folia e mantenha contato com amigos e familiares.

*Sob supervisão de Andréa da Luz

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