Sete testemunhas foram ouvidas pela Justiça na tarde desta quarta-feira (11), no julgamento do caso Catarina Kasten. A estudante, de 31 anos, foi morta enquanto seguia para uma aula de natação na praia do Matadeiro, em Florianópolis, no dia 21 de novembro de 2025.

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A audiência integra a fase de produção de provas do processo criminal que investiga o crime. Por envolver crime de natureza sexual, o processo tramita em sigilo. O acusado responde pelos crimes de feminicídio, estupro e ocultação de cadáver, com qualificadoras e agravantes, e continua preso preventivamente.

No dia 1º de dezembro, o processo criminal teve início após a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A partir do recebimento da denúncia pela Justiça, o acusado se tornou réu.

A ação penal avançou para a fase de produção de provas, na qual os elementos que irão embasar a decisão judicial, como depoimentos de testemunhas e outros meios de prova, serão reunidos pela Justiça.

Seis testemunhas apontadas pela 36ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, que conduz o caso, foram ouvidas na audiência desta quarta, além de uma testemunha indicada pela defesa do réu. Ainda, a defesa solicitou um pedido de diligência, que será avaliado.

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Caso seja deferido, a diligência deve ser realizada para que o processo possa seguir para que a acusação e defesa apresentem suas alegações finais antes das decisões judiciais previstas em lei.

Relembre o caso

O assassinato aconteceu no dia 21 de novembro, nas nas proximidades da trilha da Praia do Matadeiro, em Florianópolis. Catarina havia saído de casa por volta das 6h50, uma sexta-feira, para uma aula de natação.

Ao perceber a demora da estudante de pós-graduação da UFSC em retornar para casa, o companheiro dela acionou a Polícia Militar por volta das 12h, após confirmar que ela não tinha comparecido à aula.

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Um homem de 21 anos foi identificado com a ajuda de câmeras de segurança e de fotografias feitas por turistas minutos antes do crime. A denúncia do MP afirma que o homem agiu de forma premeditada, ficando escondido atrás de uma lixeira para monitorar a movimentação no local.

Em depoimento, o homem afirmou que imobilizou a vítima com um golpe no pescoço e a arrastou para um local isolado da mata. Ele foi preso em casa, na Armação, e confessou ter matado a estudante.

Quais as penas para os crimes?

O crime de feminicídio tem pena de reclusão de 20 a 40 anos, de acordo com a Lei nº 14.994/2024. Com o agravante de asfixia, a pena aumenta de 1/3 a 1/2.

Já o crime de estupro pode levar à pena entre 7 e 12 anos de reclusão. Outro crime é o de ocultação de cadáver, que pode levar à reclusão de 1 a 3 anos.

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