O ex-ministro de Direitos Humanos Silvio Almeida afirmou que é “um homem inocente” após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciá-lo por importunação sexual a Anielle Franco. Em um vídeo publicado nas redes sociais, Silvio disse que ficou em silêncio até o momento em respeito à sua família e a lei, já que a investigação corre em sigilo.
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De acordo com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, que apresentou a denúncia no dia 4 de março, há indícios que respaldam o relato de Anielle. A ministra da Igualdade Racial denunciou Silvio para a ONG Me Too em setembro de 2024. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, teve o depoimento colhido no caso, assim como pelo menos outras 11 pessoas.
Veja fotos do ex-ministro Silvio Almeida
No vídeo, publicado nesta quarta-feira (1°), Silvio afirmou que também ficou em silêncio porque “qualquer palavra, dita fora de hora, seria usada para intensificar a violência a que estamos sendo submetidos”.
— O que eu tenho a dizer sobre esse caso, eu direi no lugar certo: na Justiça, diante de um juiz com meus advogados. É lá que eu poderei me defender de verdade apresentando provas e mostrando como uma causa tão importante foi usada para me tirar da vida política — disse.
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Silvio apontou que, durante o inquérito, “não pôde se defender”, mas que “agora poderá”.
— Eu tenho quase 30 anos de trabalho no Brasil, no exterior. sem uma única reclamação. Depois que eu deixei o ministério, nenhum subordinado, nenhuma instituição apresentou qualquer denúncia contra mim. Eu passei a ser tratado como assediador apenas depois que as acusações foram lançadas ao público de forma completamente irresponsável. Acusações irresponsáveis têm lugar e hora certa para ser respondidas à justiça. — afirmou.
As acusações contra Silvio Almeida
Silvio Almeida foi exonerado pelo governo no dia 6 de setembro de 2024 após um procedimento de apuração na Comissão de Ética da Presidência da República. Em novembro de 2025, Almeida foi indiciado pela Polícia Federal para apurar se o ex-ministro cometeu importunação sexual contra alguma mulheres, como Anielle Franco.
Em depoimento, a ministra da Igualdade Racial afirmou que foi alvo de atitudes desrespeitosas e importunações desde o fim de 2022. Segundo ela, em maio de 2023, em uma reunião oficial, Silvio teria colocado a mão nas pernas dela por baixa da mesa.
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Outras denúncia de assédio de outras mulheres foram divulgadas pela organização não governamental Me Too Brasil. O relato envolveria casos que teriam ocorrido no ano passado. Os nomes das vítimas não foram divulgados.
*Com informações do g1 e do O Globo.







