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Saudade

"Só queria poder ter defendido ela disso", diz melhor amiga de Gabriella Custódio Silva durante velório

Despedida da jovem, morta com um tiro no peito em Joinville, começou nesta quarta-feira em Penha

24/07/2019 - 17h40 - Atualizada em: 25/07/2019 - 22h23

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Luan
Por Luan Martendal
Gracielle e Danielle mostram a foto da amiga no celular
Gracielle e Danielle mostram a foto da amiga no celular
(Foto: )

Independente do que possa realmente ter acontecido na tarde de terça-feira (23), quando a jovem Gabriella Custódio Silva, 20 anos, foi atingida por um tiro no peito e morreu, em Joinville, o velório da jovem é marcado por um misto de consternação e perplexidade. Em Penha, onde moram seus pais, centenas de pessoas se aglomeravam em frente à Capela São João Batista para dar um último adeus.

O velório começou por volta das 15 horas desta quarta-feira, quando parentes, amigos e conhecidos da família faziam vigília à espera da chegada do corpo da jovem para as homenagens, previsto para o fim da tarde. No local, os pais, Val e Marcelo, e a irmã mais velha, Andreza, recebiam o apoio da comunidade que viu Gabriella crescer.

— Não caiu a ficha para ninguém da família. Só queremos que as pessoas saibam o quanto ela era amada por todos que estão aqui, olha quanta gente veio e que gostava dela — disse o cunhado de Gabriella, Edrick Douglas dos Santos, ao receber a reportagem a pedido da família.

A despedida na Capela São João Batista segue até a manhã desta quinta-feira (25). O sepultamento acontece às 9 horas no Cemitério da Armação, também em Penha.

Leia também: Vídeo mostra marido deixando Gabriella em hospital de Joinville

Velório acontece na Capela São João Batista
Velório acontece na Capela São João Batista
(Foto: )

"Era como uma irmã", diz amiga de Gabriella

Amigos atuais e de infância da jovem deixaram os afazeres em Joinville, onde ela cresceu, para estar ao lado da família no momento de dor e despedida. Muitos ainda sem entender o que de fato aconteceu na rua Arno Krelling, no Distrito de Pirabeiraba, na terça-feira.

As primeiras informações da Polícia Civil são de que Gabriella foi deixada já sem vida na entrada do pronto-atendimento do Hospital Bethesda, por volta das 17h25 daquele dia. Um tiro no lado direito do peito interrompeu a trajetória da jovem, sendo o marido o principal suspeito de ter feito o disparo.

— Eu só queria poder ter defendido ela disso, defendido de tudo isso e eu não consegui, mas Deus sabe o que faz. Ela, para mim, foi mais que uma amiga, foi uma irmã. Não tenho palavras para o que aconteceu — desabafou a amiga e vizinha, Danielle Lopes.

Danielle e sua irmã gêmea Gracielle faziam parte do círculo quase que diário da jovem desde a infância, quando as duas passavam pela rua onde moravam no bairro Itinga, e as irmãs Andreza e Gabriella às chamaram para brincar. Segundo as irmãs, as lembranças que ficam são de uma menina alegre e cheia de sonhos.

— Ela era uma menina que transmitia luz por onde passava. Morávamos na mesma rua e compartilhamos sonhos. A mãe dela é como uma mãe para nós e ela também chamava a nossa mãe de mãe, era como uma irmã. Quanto sonho (ela deixou), adorava crianças e tinha o sonho de ser mãe — afirma Gracielle.

— A gente nunca pensa que vai acontecer tão próximo, nunca, e nessa hora nada conforta — conclui a amiga.

Solange Lins Lacerda mostra imagem de Gabriella
Solange Lins Lacerda mostra imagem de Gabriella
(Foto: )

Solange Lins Lacerda também convivia há anos com ela e lembra que praticamente a viu crescer.

— Ela era a caçula da turma, era feliz, feliz, e assim vou lembrar dela — recorda.

— Ficará a imagem de uma menina linda, feliz, amorosa com as pessoas, com a família, com a irmã, com os pais, e com os amigos. Era um ser de muita luz. Agora o que temos que fazer é mostrar (para a família) que estamos aqui, unidos. Eu não sou família de sangue, mas sinto a Gabriela como uma irmã — completa.

Amigos relembram como era o namoro da jovem

Conforme relatos de amigos e conhecidos de Gabriella Custódio Silva, a garota trabalhava em uma transportadora joinvilense até poucos meses, mas estava no seguro-desemprego atualmente e preparava um veículo para trabalhar como motorista de aplicativo.

Ainda de acordo com os amigos, há cerca de três meses ela fez um “chá de panela” em casa e passou a morar com Leonardo Nathan Chaves Martins, 21 anos, que a deixou na portaria do hospital. Os dois, porém, teriam se conhecido ainda na época da escola e namoravam oficialmente há cerca de seis meses.

— Ao mesmo tempo que eles tinham um relacionamento bom, eles brigavam bastante, mas depois já estavam bem. Não dá para acreditar que ele fez isso — sinaliza Danielle Lopes, uma das melhores amigas de Gabriella.

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