Uma iniciativa espacial chinesa está prestes a pousar uma sonda em um misterioso asteroide na órbita terrestre — e voltar para a Terra. O Tianwen-2, lançado em maio de 2025, agora está a cerca de 20 quilômetros de distância do Kamo’oalewa, tido como uma das sete “quase luas” do nosso planeta.

Continua depois da publicidade

Segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, a missão entra em uma fase crucial pouco tempo após a China anunciar seu primeiro voo bem-sucedido de um foguete reutilizável, capaz de transportar cargas ao espaço e retornar para ser recuperado após uma amerrissagem (pousar no oceano).

Sonda acompanhará asteroide por um ano

Após uma viagem de 400 dias e quase um milhão de quilômetros, a sonda Tianwen-2 irá se aproximar da órbita da “quase-lua”, viajando lado a lado por cerca de um ano. Isso porque o corpo celeste é muito pequeno, concluindo uma rotação a cada meia hora, segundo o Futurism.

Continua depois da publicidade

Durante o “passeio”, a sonda irá coletar dados sobre a composição e estrutura do asteroide misterioso. Após somar essas informações com os cálculos de rota, ele tentará se conectar ao Kamo’oalewa por meio de um sistema de âncoras e cravar uma sonda ultrasônica para coletar amostras.

O pouso, no entanto, é delicado. Com cerca de 40 a 100 metros de diâmetro, o Kamo’oalewa praticamente não possui força gravitacional. Qualquer erro de cálculo do Tienwen-2, que pesa cerca de duas toneladas, pode desviar o asteroide para fora da órbita terrestre.

Continua depois da publicidade

China quer minerar “pedaço da Lua”

A missão do Tianwen-2 será um feito inédito para a engenharia aeroespacial chinesa, que irá pousar uma sonda em um objeto espacial com gravidade quase nula, coletar amostras e trazê-las de volta. Mas o Kamo’oalewa possui uma característica especial: há uma suspeita de que ele seja um pedaço da Lua.

Estudos de espectroscopia indicam que a composição dos silicatos do asteroide é idêntica à das rochas trazidas da Lua pelas missões Apollo. Isso reforça a hipótese de que ele é um fragmento lunar nativo arremessado ao espaço há milhões de anos.

Continua depois da publicidade

Independentemente da origem, a missão marca um passo importante da estratégia geopolítica de longo prazo da China. A tecnologia de acoplagem rápida e retorno à Terra é o primeiro passo do país nos planos comerciais futuros de mineração de minérios valiosos no cinturão de asteroides próximo à Terra.

O feito é inédito da