Ester Buzzi, de 4 anos, tem paralisia cerebral e não pode falar, mas o sorriso que dá ao assistir aos jogos do Corinthians com a família sempre aquece o coração dos pais dela. Com base nisso, em conversas com a equipe dos cuidados paliativos do Hospital Santo Antônio, em Blumenau, eles revelaram que seria um sonho levá-la ao estádio em São Paulo. O momento, que parecia apenas um desejo distante, virou realidade no último fim de semana graças ao “empurrãozinho” da Sonho em Viver.

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A Sonho em Viver é uma ONG de Blumenau que realiza os desejos mais genuínos de pessoas que nem sempre têm dinheiro para isso. Neste ano, o grupo escolheu o ambulatório Guarda-Chuva, do Hospital Santo Antônio, para surpreender os cerca de 40 pacientes. O local está ligado ao departamento de oncologia pediátrica e faz cuidados paliativos dos pequenos guerreiros.

No total, foram mais de 100 sonhos mapeados sem que as famílias soubessem que seriam atendidas pela Sonho em Viver, conta um dos idealizadores, Márcio Volkmann. Entre elas estava a de Ester. Moradores de Indaial, os pais dela, Jefferson e Janaína Buzzi, comentaram a alegria da menina ao acompanhar o time do coração.

Um empresário ligado ao esporte oportunizou a experiência. É assim, há 10 anos, que a Sonho em Viver funciona: após listar os desejos de pessoas carentes, em situação de vulnerabilidade, com deficiência ou em tratamento de saúde, os voluntários recorrem a amigos e conhecidos para obter o dinheiro necessário. Tudo de forma anônima.

No sábado (23), Ester, os pais e a irmã de 8 anos embarcaram para a aventura com a equipe da Sonho em Viver. Na casa do timão, a Neo Química Arena, em São Paulo, eles foram pés-quentes. Na tarde de domingo (24), o Corinthians venceu o Atlético Mineiro por 1 a 0. Para melhorar, o alvinegro recebeu a família no pré-jogo, onde os catarinenses puderam acompanhar o aquecimento dos atletas.

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— Nós ficamos muito felizes e emocionados com a experiência no Corinthians. Somos muito gratos — disse Janaína nesta manhã, enquanto aguardava o voo de volta.

Ela se dedica aos cuidados das filhas, já que Ester não consegue andar nem falar. Alimentando-se apenas de leite, a menina exige atenção 24 horas por dia. Por isso, a mãe não trabalha fora. O pai é analista de sistemas.

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