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    Spitzkopf  se destaca pelas trilhas e pela vista exuberante de Blumenau

    Terceira reportagem da série do Santa sobre os redutos de natureza mostra o parque ecológico na região Sul da cidade

    20/07/2018 - 05h10

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    Por Redação NSC
    O Morro Spitzkopf ¿ cabeça pontuda, em alemão ¿ é o terceiro ponto mais alto da cidade
    O Morro Spitzkopf ¿ cabeça pontuda, em alemão ¿ é o terceiro ponto mais alto da cidade
    (Foto: )

    Como estar em um lugar com uma altitude de 914 metros, semelhante à da cidade de Lages, na Serra Catarinense percorrendo apenas seis quilômetros? Ao mesmo tempo, ver no horizonte três municípios distintos: Blumenau, Ilhota, Gaspar e Brusque e, além disso, estar com um pé em Indaial e outro em Blumenau. Se tiver sorte e o dia estiver com o céu limpo, dá até para ver o mar. Isso está mais ao alcance do que se imagina. Basta subir a trilha do Morro Spitzkopf, um lugar que é sinônimo de contato com a natureza.

    A cidade de Blumenau possui um relevo muito acidentado, apresentando serras na região Sul e vales na região norte. O Morro Spitzkopf – cabeça pontuda, em alemão – é o terceiro ponto mais alto da cidade e fica dentro do Parque Ecológico, com uma área de mais de 5 mil metros quadrados de Mata Atlântica, que além da vista, propicia aos visitantes uma natureza exuberante, com cascatas e riachos.

    O parque distante 15 quilômetros do centro de Blumenau é uma área privada e o acesso ao topo do pico é somente por meio da trilha. Não é possível chegar de carro, algo que no passado era permitido, mas que acabou degradando o local.

    A trilha é uma aventura e tanto, com horas de duração, a subida é agraciada pelo plano de fundo com uma variedade de exemplares da fauna e flora. O ambientalista e biológo, Lauro Bacca conhece cada metro da trilha, afinal ele já subiu 101 vezes, a primeira vez ainda na adolescência, em 1966.

    O parque é muito visitado por blumenauenses e turistas, que buscam um contato direto com este paraíso preservado. O consultor em TI, Gerson Habitzreuter subiu pela primeira vez o Spitzkopf quando era criança e voltou 23 anos depois. Desta vez, porém, trouxe a filha para a trilha que exige muito fisicamente.

    – Aqui é preciso um esforço físico grande, ela (filha) até pensou em desistir, mas eu insisti para ela continuar, para chegar ao topo, pois a vista vale muito a pena – conta.

    O local carrega consigo algumas marcas ao longo do tempo. As cicatrizes ainda são visíveis, como as provocadas por dois incêndios, um em 1951 e outro em 1995 que atingiu somente o topo.

    –A floresta já enfrentou de tudo um pouco, vendaval, enxurrada, deslizamentos e até neve. O fogo também acabou destruindo a paisagem – conta Bacca.

    PROTEÇÃO DO SOLO NO VALE DO ITAJAÍ

    A mata das florestas influenciam em vários fatores na vida terrestre, como no oxigênio, temperatura, nas chuvas e na retenção da água que cai das nuvens. Bacca ressalta a importância de florestas – como a existente no Parque Spitzkopf – para a proteção do solo e de todo um sistema que é influenciado pela ação das chuvas.

    – Se 66% do Vale que não tem vocação pra agricultura por ser em áreas íngremes, montanhosas ou ondulares forem recuperadas com floresta, essas vão reter cerca de 500 milhões de metros cúbicos de água, mais do que os 463 milhões de metros cúbicos, que são retidos pelas três barragens atualmente existentes (no Alto Vale) – opina o ambientalista.

    Para visitá-lo, o acesso é feito pela Rua Bruno Schreiber, no Progresso. A visita pode ocorrer aos sábados e domingos das 7h às 19h. Em dias da semana, somente com agendamento de grupos com mais de 50 integrantes. Como a área de entrada é privada, um valor de R$ 10 é cobrado. Crianças de até 12 anos pagam a metade.

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