Toda mamãe protege o seu bebê com todo o cuidado e carinho do mundo. A preocupação maternal vai desde a proteção contra doenças que podem atingi-lo até a atenção para que pequenos objetos (brinquedos, por exemplo) não sejam ingeridos, o que pode ter várias consequências.

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A proteção não deve atrapalhar o desenvolvimento

Esse zelo todo não diminui à medida que a criança vai crescendo. Esse sentimento é normal e aceitável, mas até o ponto que essa superproteção começa a prejudicar o desenvolvimento e crescimento do pequeno.

É importante que a criança tenha o direito de explorar o que o mundo tem a oferecê-la, claro, com toda a atenção e observação de seus responsáveis. Ter temperança é a melhor atitude. Às vezes, cuidados exagerados podem impedir o desenvolvimento saudável.

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Crianças brincando ao ar livre
Explorar o mundo faz bem para saúde das crianças (Foto: Shutterstock)

Explorar o mundo é importante para a saúde

É claro que certas medidas são necessárias, mas é preciso ter um limite nessa superproteção. Criança que brinca e explora o mundo que a cerca acaba, de uma forma ou de outra, criando certa imunidade a vermes e bactérias e, dependendo do histórico biológico, adoecendo menos que uma criança que está sempre “protegida” demais. Isso é comprovado cientificamente, por mais estranho que pareça. Claro que isso não significa que os pais devam “largar” seus filhos, deixando-os desagasalhados, com fome e desprotegidos.

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Vivenciar experiências é benéfico para o futuro

É necessário entender que, por mais difícil que isso seja, toda criança precisa aprender, explorar, conhecer e perceber o mundo. Pais, o mundo não é uma bolha! Criança que sofre limitações pode se tornar uma pessoa adulta insegura, dependente e cheia de medos.

Criança que sofre limitação vai ter medo de se arriscar e se jogar em novos desafios ao longo de sua jornada, seja profissional ou afetiva. Além de contribuir para a autoconfiança, essa liberdade e oportunidade de poder visualizar e vivenciar novos horizontes fortalece o desenvolvimento da pessoa.

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Enfim, meu recado é para que pais e/ou responsáveis permitam que suas crianças vivenciem experiências únicas e saudáveis para a sua faixa etária. Amor e atenção devem estar presentes no laço entre pais e filhos, mas amar é também permitir que a criança descubra o que o mundo tem a lhe oferecer.

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*Por Dr. Sylvio Renan Monteiro de Barros, médico formado pela Faculdade de Medicina do ABC. Especializou-se em pediatria na Unifesp/EPM, obtendo em seguida título pela Sociedade Brasileira de Pediatria.

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