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Suposto superfaturamento na compra de máscaras em Itajaí motiva operação do Gaeco

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, investigação aponta que prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 5 milhões

08/06/2022 - 10h43 - Atualizada em: 09/06/2022 - 08h44

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Augusto
Por Augusto Ittner
Operação cumpre mandados em Itajaí, São Paulo (SP) e Sorocaba (SP).
Operação cumpre mandados em Itajaí, São Paulo (SP) e Sorocaba (SP).
(Foto: )

O suposto superfaturamento na compra de máscaras pela prefeitura de Itajaí motivou uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) na manhã desta quarta-feira (8).

Dez mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos tanto na maior cidade do Litoral Norte de Santa Catarina quanto em São Paulo (SP) e Sorocaba (SP). As informações são do Ministério Público (MPSC).

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De acordo com o MPSC, a investigação que desencadeou a operação mira possíveis crimes contra a administração pública e fraude para a aquisição de máscaras.

O órgão relata que as compras do equipamento de proteção somaram o valor de R$ 11 milhões, sendo que, deste total, o prejuízo aos cofres públicos poderia ultrapassar a marca de R$ 5 milhões.

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A operação, que teve o apoio da Polícia Civil de São Paulo e da Polícia Científica de Santa Catarina, foi nomeada como “Tripla Camada”, em alusão às exigências técnicas das máscaras adquiridas pela prefeitura e também pelo caminho trilhado pelo dinheiro após o pagamento feito pelo município de Itajaí às empresas contratadas.

Questionado pela reportagem, porém, o MPSC não confirmou se os mandados cumpridos em São Paulo são referentes à empresa que vendia o equipamento e disse que outros detalhes seguem sob sigilo.

Contraponto

Confira abaixo a nota oficial da prefeitura de Itajaí sobre a operação divulgada pelo Ministério Público:

"O Município de Itajaí esclarece que não houve cumprimento de mandados de busca e apreensão em órgãos da administração municipal em decorrência da operação Tripla Camada, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) de Santa Catarina nesta quarta-feira (08). A prefeitura tomou conhecimento dos fatos por meio de notícia no site do MPSC e não houve qualquer notificação judicial até o momento.

O Município reforça que já prestou informações ao Ministério Público sobre a compra de máscaras de proteção individual durante a pandemia de Covid-19 e que está à disposição para demais esclarecimentos. Informa também que, caso sejam constatados crimes contra a administração pública, adotará todas as medidas necessárias para que os prejuízos ao erário público sejam ressarcidos".

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