Um homem suspeito de participação no atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, irmão da jovem Eloá Cristina, foi morto em uma ação da Rota na manhã desta quarta-feira (1º), na zona leste de São Paulo. Segundo a corporação, ele reagiu à abordagem e houve troca de tiros.
Continua depois da publicidade
O capitão da Rota, Hillen Diniz, disse que o homem morto teria, posivelmente, uma participação indireta no ataque que deixou o policial baleado na cabeça no último sábado (27), em São Caetano do Sul. A corporação afirma que, durante a tentativa de abordagem, ele teria atirado contra os policiais e acabou sendo baleado e não resistiu aos ferimentos.
— Hoje, pela manhã, houve uma ocorrência de confronto com os policiais da Rota após a chegada de uma denúncia para a gente de que o indivíduo possivelmente teria uma participação indireta na ação — disse o capitão.
Continua depois da publicidade
Ainda nesta quarta, a polícia também localizou o Renault Logan branco apontado como um dos veículos utilizados na ação criminosa, escondido sob uma lona cinza em um terreno no Jardim Guaianazes. O carro foi encaminhado para perícia.
De acordo com a investigação, imagens já confirmam que o homem apontado como possível atirador saiu do veículo antes de subir na motocicleta usada no atentado contra o tenente. A polícia agora tenta identificar se o carro também foi utilizado para monitorar os deslocamentos da vítima antes do ataque.
Continua depois da publicidade
Suspeitos identificados
A Justiça de São Paulo determinou a prisão temporária, pelo período de 30 dias, de dois suspeitos, de 40 e 52 anos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), um terceiro homem, de 24 anos, compareceu ao Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) acompanhando o pai preso, mas não foi detido. A polícia segue tentando identificar outros envolvidos e esclarecer a motivação do ataque.
Continua depois da publicidade
Qual o estado de Ronickson
Ronickson continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em São Paulo. Segundo o último boletim de saúde, publicado às 21h de terça-feira (30), o tenente segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, e apresentou evolução clínica.
Segundo a atualização, ele respondeu de forma satisfatória às medidas adotadas, com redução da necessidade de medicação para manter a pressão arterial, boa resposta ao tratamento neurológico, ausência de febre e funcionamento adequado dos demais órgãos. A sedação continua sendo reduzida gradualmente, e uma nova tomografia estava prevista para esta quarta-feira (1º).
Continua depois da publicidade
Quem é Ronickson Pimentel
Ronickson Pimentel dos Santos ingressou na Polícia Militar em 2009, após ter atuado anteriormente como fuzileiro naval da Marinha do Brasil entre 2006 e 2009. Ao longo da trajetória na PM paulista, passou por diferentes funções operacionais até chegar ao posto de 1º tenente, integrando unidades de patrulhamento e ações táticas da corporação.
O policial integra o 1º Batalhão de Polícia de Choque, conhecido como ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), uma das tropas de elite da Polícia Militar de São Paulo. Antes disso, acumulou experiência em patrulhamento de Força Tática.
Continua depois da publicidade
O vínculo com o caso Eloá
Ronickson é irmão mais velho de Eloá Pimentel, morta aos 15 anos após ser mantida refém por mais de 100 horas pelo ex-namorado Lindemberg Alves em Santo André, em 2008. O caso de feminicídio se tornou um dos episódios criminais mais conhecidos do país.
Na época do julgamento do caso, Ronickson prestou um depoimento que durou cerca de uma hora no Tribunal do Júri no Fórum de Santo André, no ABC. Na época, ele disse que Lindemberg “era um monstro”.
Continua depois da publicidade
Por diversas vezes ao longo de sua fala, Ronickson encarou o réu, que abaixou a cabeça sem esboçar reação.
— Ele era agressivo, sempre arrumava brigas por futebol — disse na época, segundo o g1.
Lindemberg Alves acabou condenado a 98 anos e 10 meses de prisão pelos 12 crimes pelos quais foi julgado, incluindo homicídio qualificado, cárcere privado, lesão corporal e tentativa de homicídio.
Continua depois da publicidade
O ataque em São Caetano
O crime desta sexta-feira ocorreu na Avenida Goiás, um dos principais corredores da cidade. Segundo a Polícia Militar, Ronickson foi atingido por disparos efetuados por dois homens em uma motocicleta, que fugiram após a ação.
Imagens de câmera de segurança registraram o momento da ação, que está sob investigação. Nas imagens, é possível ver que o policial estava à paisana em uma motocicleta e parou no semáforo. Segundos depois, dois homens se aproximaram e efetuam os disparos. Em seguida, a dupla fugiu.
Continua depois da publicidade






