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Segurança

Suspeito de matar ex-companheira e depois bater carro é denunciado em Joinville 

Assassinato aconteceu dentro da casa da vítima, no bairro Petrópolis, na Zona Sul da Cidade

30/01/2019 - 12h05 - Atualizada em: 30/01/2019 - 12h06

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Gabriela
Por Gabriela Florêncio

Otavio Netto da Silva, suspeito de matar a ex-companheira Andréia Messias da Luz em 18 de janeiro, foi denunciado em Joinville. O documento, assinada pelo promotor Cesar Augusto Engel, denúncia o homem por feminicídio. O assassinato aconteceu dentro da casa da vítima, no bairro Petrópolis, na Zona Sul da Cidade.

A investigação apurou que o homem usou uma faca de cozinha para desferir diversos golpes na região do peito e da barriga, o suspeito não aceitava o término do relacionamento. Além disso, as apurações ainda demonstraram que o crime foi praticado na frente dos filhos de Andreia, inclusive uma criança de nove anos.

O homem foi denunciado por crime de feminicídio (praticado contra mulher por razões da condição de sexo feminino, em situação de violência doméstica), por motivo fútil (já que ele não aceitava o término da relação) e utilizando meio cruel.

No dia do assassinato, testemunhas relataram à polícia que o casal estava separado há cerca de uma semana. O filho da vítima contou que eles haviam discutido pelo telefone minutos antes do crime e que o suspeito chegou à casa muito violento, afirmando que mataria a família inteira.

O rapaz também contou que o homem, que é padrasto dele, tentou atacá-lo e também ameaçou a filha de nove anos que tinha com a vítima. O suspeito tentou fugir de carro, mas colidiu contra o muro de outra casa. O homem foi detido no dia do crime e permanece preso.

A reportagem tentou entrar em contato com o advogado de defesa de Otávio, mas até a manhã desta quarta-feira (30), ele ainda não havia constituído um advogado.

Entenda o crime de feminicídio

O feminicídio é uma circunstância qualificadora do crime de homicídio e recebe essa classificação quando há uma relação de afeto ou de parentesco entre a vítima e o agressor, ou quando o crime foi motivado por ódio ou repulsa à condição de mulher e do que é ligado ao feminino.

De acordo com a lei 13.104, sancionada em 9 de março de 2015, ao tornar-se uma modalidade de homicídio qualificado, o feminicídio passa a ser considerado um crime hediondo. Segundo o Código Penal Brasileiro, os crimes de homicídio qualificado são punidos com reclusão que pode variar de 12 a 30 anos.

A pena do feminicídio é aumentada de um terço até a metade se o crime for praticado na presença de descendente da vítima, caso deste crime registrado em Joinville na noite de sexta-feira.

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