Um dos suspeitos de matar e torturar os quatro jovens de Minas Gerais no início de janeiro em Biguaçu, na Grande Florianópolis, foi morto pela polícia na manhã desta sexta-feira (16) em Navegantes, no Litoral Norte catarinense. O homem, de 30 anos, era considerado foragido pela Justiça e tentou reagir contra os policiais usando um revólver.
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Segundo o delegado Anselmo Cruz, da Delegacia de Roubos e Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (DEIC), ele era um dos principais responsáveis pela morte dos quatro mineiros, tendo mantido as vítimas em cárcere no Morro da Boa Vista, em São José, na Grande Florianópolis.
O suspeito, de 30 anos, natural de São José, era investigado em vários casos de sequestros e de homicídios na região, e tinha dois mandados de prisão em aberto. Segundo a Polícia Civil, ele também tinha condenações por homicídio e tráfico de drogas, ficando cerca de 10 anos preso.
Ainda conforme o delegado, outras pessoas são investigadas suspeitas pelo assassinato dos jovens de Minas Gerais em Santa Catarina. O caso segue em investigação pela Polícia Civil.
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Relembre o caso dos mineiros assassinados
Bruno Máximo da Silva, Daniel Luiz da Silveira, Guilherme Macedo de Almeida e Pedro Henrique Prado de Oliveira desapareceram na madrugada do dia 28 de dezembro em São José, na Grande Florianópolis.
O boletim de ocorrência foi registrado por um vizinho de dois dos jovens. O último contato foi feito por volta da meia-noite de domingo, quando Pedro falou com o homem por um aplicativo de mensagem, o convidando para ir a um bar no Centro de Florianópolis. Ainda naquela madrugada, segundo o documento, o jovem também teria feito contato com uma mulher através de uma rede social, por volta das 3h.
No dia 3 de janeiro, os corpos foram encontrados abandonados às margens de uma estrada de Biguaçu com sinais de violência e em estado de decomposição.
A Polícia Civil informou que investiga o caso e faz todos os procedimentos periciais e levantamentos necessários para “subsidiar as diligências investigativas”. O órgão aguarda conclusão dos exames de necropsia e dos procedimentos formais de identificação das vítimas.
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A Polícia Científica também foi acionada para confirmar a identidade dos corpos.






