Um dos presos suspeitos de participação no latrocínio de Luciani Aparecida, corretora de imóveis em Florianópolis, usava nome falso. Ele teria adotado a alcunha após se tornar foragido por outro homicídio, ocorrido em 2022 no interior de São Paulo.

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O suspeito, de 27 anos, foi preso na sexta-feira (13) fugindo para o Rio Grande do Sul com a companheira, também suspeita. Segundo o delegado Anselmo Cruz, responsável pelo caso, o homem se apresentava como “John Ricce”. Durante a investigação, os policiais não encontraram documentos falsos com esse nome.

De acordo com o g1, o suspeito conhecia as vítimas dos dois crimes. Em Florianópolis, era vizinho de Luciani, e em São Paulo, chegou a ser segurança da padaria em que João Batista Vieira, de 65 anos, era dono em Laranjal Paulista (SP).

Em 2022, o suspeito foi identificado por testemunhas e imagens. No caso de Luciani, a polícia chegou até o homem após identificar compras feitas no CPF dela. 

Três são suspeitos

Até o momento, outras duas pessoas que participaram do crime, todos vizinhos da corretora, também foram presas. A dona do residencial onde Luciani morava foi presa na quinta-feira (12) pelo crime de receptação após ser localizada com pertences da vítima.

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A companheira do suspeito, que estava tentando fugir para o Rio Grande do Sul, também foi presa. O caso é investigado como latrocínio, com roubo seguido de morte.

Quem era Luciani

Luciani era corretora de imóveis e foi vista pela última vez na Praia dos Ingleses, no Norte da capital catarinense, em 4 de março. Ela morava em Florianópolis. Os familiares perceberam que havia algo estranho com Luciani no dia 6 de março, quando ela não entrou em contato com a mãe para desejar feliz aniversário:

boletim de ocorrência foi registrado apenas na segunda-feira (9), após a família desconfiar de erros gramaticais em mensagens enviadas pelo celular da corretora. Em uma delas, o contato da corretora disse que estava bem, mas que estaria sendo perseguida por um ex-namorado.

Dias depois, em 11 de março, um corpo esquartejado foi encontrado em Major Gercino, na Grande Florianópolis. Dois dias depois, exames de DNA confirmaram que o cadáver era de Luciani.

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Segundo a Polícia Civil, que investiga o caso, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março. O corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento dela, quando foi retirado e levado para uma área rural e jogado em um rio, dividido em cinco partes.