Suzane von Richthofen, condenada a 39 anos pela morte dos pais, é acusada de furto pela prima Silvia Gonzalez Magnani. Segundo o boletim ocorrência, registrado na última terça-feira (3) na Polícia Civil de São Paulo, Suzane teria se apropriado de uma lavadora de roupas, um sofá, uma cadeira e uma bolsa contendo documentos e dinheiro do tio Miguel Abdalla Netto, encontrado sem vida em casa no início de janeiro. As informações são do blog de Ulisses Campbell, do O Globo.

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Suzane e Silvia disputam a herança deixada pelo médico aposentado, avaliada em R$ 5 milhões. Segundo um processo que tramita na Vara de Família e Sucessões de Santo Amaro, Suzane já admitiu que entrou na casa do tio e pegou alguns objetos, como um carro Subaru XV. Ela também soldou o portão do imóvel. Suzane diz que acredita que futuramente os bens serão delas e que agiu para protegê-los antes mesmo de qualquer decisão judicial.

Compare os atores de Tremembé com os criminosos da vida real

Suzane von Richthofen pode voltar para cadeia?

Caso a investigação da Polícia Civil conclua que houve crime, Suzane von Richthofen pode ser obrigada a retornar à cadeia para cumprir o restante da pena de 39 anos de reclusão pelo homicídio dois pais. Ela cumpre pena em regime aberto desde que deixou pela última vez a Penitenciária de Tremembé. Contudo, entre as regras do benefício, está a proibição de cometer novos delitos.

Miguel Abdalla Netto, de 76 anos, foi encontrado morto dentro da própria casa, em estado avançado de decomposição no dia 9 de janeiro. Segundo um levantamento feito pelo O Globo, ele não deixou testamento.

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Sem um testamento, Suzane von Richthofen pode ter acesso à herança avaliada em R$ 5 milhões deixada pelo médico. O patrimônio inclui ao menos duas casas, aplicações financeiras e um sítio no litoral de São Paulo.

A prima dela, Silvia Magnani, de 69 anos, que afirma ter mantido um relacionamento com ele por 14 anos, também está na briga pela fortuna. Silvia tenta agora o reconhecimento judicial de união estável para ser incluída na partilha dos bens. 

O atestado de óbito, o qual o O Globo teve acesso, diz que a causa da morte do médico foi classificada como indeterminada e depende de exames complementares. A Polícia Civil trata o caso como morte suspeita.

Suzane foi condenada a 39 anos de prisão por mandar matar os próprios pais, Manfred, de 49 anos, e Marísia, de 50 anos, em outubro de 2002.

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