Uma tartaruga-verde (Chelonia mydas) foi encontrada morta na Praia do Plaza, em Itapema, no Norte catarinense, com um bloco de concreto amarrado ao pescoço. O animal foi localizado por pessoas que passavam pela praia no dia 18 de fevereiro, mas ganhou repercussão nesta quinta-feira (26) com a divulgação pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos da Univali nas redes sociais.
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Conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o projeto publicou fotos do animal já morto na praia, com um bloco de concreto fixado no pescoço. Para o projeto, há “evidências claras de interação antrópica intencional, compatíveis com ato de vandalismo”.
A tartaruga tinha 47 centímetros, com comprimento curvilíneo da carapaça de 35 centímetros. De acordo com a equipe técnica que recebeu o acionamento, o animal ainda era juvenil.
Por causa do estado avançado de decomposição da carcaça, a equipe não pôde avaliar as condições de saúde do animal, sem a análise dos órgãos internos. Dessa forma, não foi possível saber se a tartaruga estava viva no momento em que ela foi amarrada ao bloco.
O projeto realiza o resgate de aves, tartarugas e mamíferos marinhos encalhados na faixa de areia pode todos os dias, das 8h30 às 17h30, pelo telefone 0800 642 3341, tanto para animais vivos, quanto para mortos, na extensão de praias entre Barra Velha e Governador Celso Ramos.
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Como a tartaruga estava
Lei prevê multa e prisão
No Brasil, há a Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998, a Lei de Crimes Ambientais, que proíbe a captura, morte, coleta de ovos e qualquer forma de perturbação da fauna silvestre. A lei prevê multa e prisão para quem cometer esse tipo de crime.
Denúncias podem ser realizadas para a Polícia Militar Ambiental por meio do site da Ouvidoria-Geral do Estado de Santa Catarina.











