A sete meses do pleito de outubro, o eleitorado brasileiro enfrenta um desafio digital sem precedentes: o uso intensivo da Inteligência Artificial (IA) no marketing político. Se por um lado a tecnologia agiliza o contato, por outro, a criação de deepfakes — conteúdos sintéticos que clonam imagem e voz com precisão assustadora — colocou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em prontidão máxima. Para blindar o voto, especialistas indicam que o segredo está nos detalhes: da sincronia da fala ao modo como o candidato pisca.
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Deepfake: os detalhes que denunciam uma falsificação
O “check-up” da verdade: Onde a IA costuma tropeçar
Mesmo com o avanço tecnológico de 2026, as montagens destinadas à desinformação em massa ainda deixam rastros técnicos, para não repetir as ondas de fake news que se alastraram nas últimas eleições. Peritos digitais sugerem observar quatro pontos de ruptura na ilusão:
- A fala e o movimento labial: Repare se os lábios se unem perfeitamente em fonemas como ‘P’, ‘B’ e ‘M’. Em vídeos falsos, é comum notar um leve “fantasma” ou borrão na região da boca.
- O ritmo do olhar: Humanos piscam de forma irregular. Se o candidato encara a lente fixamente por muito tempo ou se as pálpebras se movem com cadência mecânica, desconfie.
- Textura e iluminação: A pele gerada por IA costuma ser “perfeita” demais, sem poros ou marcas de expressão. Verifique também se as sombras no rosto mudam de posição conforme a cabeça se move; sombras estáticas são indícios de fraude.
- A cadência da respiração: No áudio, preste atenção em pausas para fôlego artificiais ou na ausência total delas em frases longas.
A legislação atual exige o rótulo “Conteúdo fabricado ou manipulado” em peças com IA. Além disso, nas 48 horas que antecedem a votação, qualquer edição de material com essas ferramentas é terminantemente proibida.
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Como denunciar?
Ao encontrar um conteúdo suspeito, a regra de ouro é: não repasse! O caminho correto é a denúncia oficial pelos canais do TSE:
- App Pardal: Para envio de provas e arquivos suspeitos via celular.
- Gralha Confere/Fato ou Boato: Portais de verificação que monitoram as tendências de desinformação.
*Com edição de Luiz Daudt Junior.







