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    Perigo de contaminação

    Taxista com coronavírus que transportou clientes é investigado pela Polícia Civil em SC

    Comunidade percebeu o descumprimento do isolamento e acionou as autoridades

    10/12/2020 - 07h15

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    Bianca
    Por Bianca Bertoli
    Taxista tem 27 anos
    Taxista tem 27 anos
    (Foto: )

    Um taxista de 27 anos descumpriu o isolamento social durante o tratamento da Covid-19 em Ascurra, no Médio Vale do Itajaí, para trabalhar. A própria comunidade o denunciou à prefeitura e, após análise de imagens das câmeras de segurança, as equipes municipais e Polícia Militar constataram o crime. Mesmo com o risco de transmitir a doença, ele transportou alguns clientes de diversas idades.

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    Conforme informações da Vigilância Sanitária, a denúncia anônima foi feita na segunda-feira (7). No dia seguinte, com a ajuda da Defesa Civil e PM, o órgão teve acesso às gravações das câmeras que ficam próximas ao ponto de táxi. A infração então foi confirmada. O agente da Vigilância ligou para o taxista, que em um primeiro momento tentou negar o descumprimento.

    Depois, justificou que precisava trabalhar para ajudar no sustento da família. Com o alerta de que o que fez é crime e que inclusive assinou o termo de responsabilidade quando testou positivo para Covid-19, comprometeu-se a passar o restante dos dias em casa. O período de isolamento dele terminou nesta quarta-feira (9).

    Um processo administrativo foi instaurado e um boletim de ocorrência foi feito. Segundo o delegado Ronnie Esteves, que deve investigar o caso, o homem será intimado a prestar esclarecimentos ainda nesta semana. A Vigilância Sanitária espera que ele informe na delegacia quantas e quais pessoas transportou para que a equipe possa monitorar o possível surgimento de sintomas. Não se sabe também quantos dias ele circulou apesar da contaminação.

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    Tanto a Secretaria de Saúde quanto o delegado afirmam que ocorrências deste tipo não são incomuns. Muitas pessoas ignoram a responsabilidade que têm e, mesmo com coronavírus, não deixam de ter contato com os demais. A atitude pode gerar, além do processo administrativo, uma ação criminal endossada pelo Ministério Público.

    São ao menos dois delitos: o de expor a vida alheia a perigo direto e o de infringir determinação do poder público de impedir a propagação de doença contagiosa. Juntos, os crimes podem resultar em até dois anos de detenção e multa. O nome do taxista não foi revelado pelas autoridades.

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