A Terra está sendo atingida por mais uma série de tempestades solares nessa quinta-feira, 5 de fevereiro. O alerta veio da NASA, a agência espacial americana, que registrou 26 erupções de forma sequencial na superfície do Sol nos últimos três dias. Uma delas foi da classe X4.2 e outra de X8.1, consideradas extremamente altas.
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As erupções e as consequentes tempestades carregadas de plasma e energia são causadas por mais um pico de atividade solar – eventos cíclicos que se repetem a cada 11 anos. No momento, nossa Estrela-Mãe está no auge do chamado Ciclo Solar 25.
As Tempestades Solares não são raras e, especialmente desde o segundo semestre do ano passado, com o pico de atividades no Sol, a Terra vem sendo frequentemente atingida. Cientistas acreditam que o nosso planeta ainda vai registrar as ocorrências até os primeiros meses de 2027.
As possíveis consequências
Tempestades Solares de alta intensidade interagem com o campo magnético da Terra e podem interferir principalmente em tecnologias de comunicação. Internet, telefonia e rádio, por exemplo, podem ser afetados. Sistemas de GPS e navegação também podem ter a operação danificada.
Em alguns eventos recentes, rádios de algumas regiões do planeta ficaram fora do ar por alguns minutos. Redes de abastecimento e distribuição de energia elétrica também foram afetadas, sem grandes prejuízos.
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Espetáculo no céu
Apesar de ser um fenômeno que pode afetar a vida da sociedade, prejudicando os sistemas de tecnologia e comunicação, as tempestades solares costumam causar um efeito visual encantador no céu: as chamadas Auroras – Boreal no Hemisfério Norte e Austral no Sul.
Isso acontece porque, ao entrar em contato com a atmosfera terrestres, as partículas carregadas de plasma e energia trazidas pelos ventos solares sofrem uma série de reações químicas e físicas, resultando nos efeitos visuais, com luzes coloridas, geralmente nas cores verde, azul, vermelho e roxo.
Recentemente, o fenômeno pode ser presenciado, inclusive, em Santa Catarina, na cidade de Alfredo Wagner, na região da Grande Florianópolis. Auroras são extremamente raras no Brasil por conta da nossa localização geográfica, longe dos polos e, para acontecer, além das tempestades solares, necessita da combinação de uma série de outros fatores.
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Como as tempestades solares se formam?
As tempestades tem início em regiões do Sol com alta atividade magnética, onde o acúmulo de energia provoca uma Ejeção de Massa Coronal (CME). É como se o Sol lançasse ao espaço uma bolha gigante contendo bilhões de toneladas de plasma e partículas carregadas.
Essas explosões ocorrem frequentemente perto de manchas solares, onde as linhas do campo magnético se retorcem até se romperem, liberando uma rajada de radiação e matéria solar em velocidades que podem ultrapassar milhões de quilômetros por hora.
Após o disparo, essa nuvem de partículas viaja pelo espaço até encontrar a magnetosfera, o campo magnético da Terra, que serve como um escudo natural do nosso planeta. Ao atingir essa barreira, as tempestades solares provocam compressões e transferências de energia que agitam as camadas superiores da atmosfera.
É essa interação magnética a responsável por desencadear as auroras polares e que podem, simultaneamente, causar interferências nas tecnologias de comunicação, sistemas de GPS e em satélites artificiais na órbita terrestre.
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