A fuga durou apenas dois dias: o terceiro investigado por envolvimento no sequestro, homicídio e ocultação do corpo de uma adolescente de 17 anos foi preso na noite de quarta-feira (8), em Confresa, no Mato Grosso. Com a captura, todos os suspeitos identificados até o momento pelo crime estão presos.

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A prisão foi confirmada pela Polícia Civil de Santa Catarina nesta quinta-feira (9). Segundo a investigação, o homem deixou Maravilha na segunda-feira (6) e seguia em direção ao Pará na tentativa de fugir da responsabilização criminal.

De acordo com a Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Maravilha, as equipes reuniram elementos que apontaram a participação do suspeito no crime e passaram a monitorar o trajeto dele. As informações de inteligência foram compartilhadas com a Polícia Civil do Mato Grosso, que localizou o investigado durante uma parada do ônibus em que ele viajava, na cidade de Confresa.

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A prisão foi realizada por equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO/DRACO), de Cuiabá, e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Confresa.

Adolescente foi executada a tiros em Maravilha

O caso é investigado desde o desaparecimento da adolescente, registrado na noite de sábado (4), em Maravilha, no Oeste de Santa Catarina. Conforme a Polícia Civil, homens armados invadiram a residência onde ela estava e a retiraram à força do local, colocando a vítima em um veículo antes de fugir.

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O corpo da adolescente foi localizado na noite de terça-feira (7), em uma área de mata no interior de Nova Erechim. Segundo o delegado Éder Matte, responsável pela investigação, a jovem foi executada com diversos disparos de arma de fogo.

— Os três mataram. Os três estavam armados com arma de fogo, pistolas, a princípio. Ela foi encontrada com diversas perfurações. Foi uma execução, na verdade. Ela foi colocada de joelhos e executada — afirmou o delegado.

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Conforme a investigação, os três suspeitos participaram diretamente do crime. Entre eles está o ex-namorado da adolescente. Apesar do vínculo entre os dois, a Polícia Civil informou que o caso não é tratado, até o momento, como feminicídio.

— Não é tratado como feminicídio porque não se tratou de uma violência em razão do relacionamento, do fim do relacionamento ou por outros motivos relacionados à condição de mulher. A motivação é outra — explicou Matte.

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A principal linha investigativa aponta que o crime teria sido motivado por dívidas e pela participação da adolescente em uma festa frequentada por pessoas consideradas desafetas dos autores.

Inicialmente, dois suspeitos, incluindo o ex-namorado da vítima, haviam sido presos por ocultação de cadáver. Com a prisão do terceiro investigado, a Polícia Civil afirma que todos os envolvidos identificados até o momento estão presos.

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As investigações prosseguem para esclarecer a participação de cada um dos suspeitos e concluir o inquérito policial.

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