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Teste de Mobilidade em Joinville: De carro, tempo entre Terminal Norte e Sul diminuiu 42% em relação a 2017 

Grupo refez trajeto realizado em 2009, 2013 e há dois anos para verificar como está o trânsito na cidade

28/09/2019 - 12h36 - Atualizada em: 28/09/2019 - 13h46

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Hassan
Por Hassan Farias
O repórter Hassan Farias realizou o percurso de carro
O repórter Hassan Farias realizou o percurso de carro
(Foto: )

Para testar como está a mobilidade de Joinville, o jornal "A Notícia" reeditou um teste realizado em 2009, 2013 e 2017 com uma bicicleta, uma moto, um carro e um passageiro dentro de um ônibus. O percurso foi o mesmo das outras edições do "Teste de Mobilidade": os 8,5 quilômetros do terminal de ônibus Norte até a estação Sul. O trajeto compreende as ruas Blumenau, Nove de Março, Juscelino Kubitschek, Getúlio Vargas e Santa Catarina, o mesmo caminho realizado pela linha 0200, a do Norte/Sul.

O carro foi o segundo mais rápido, terminando o trajeto em 30 minutos, com velocidade média de 17 km/h.

​Leia a reportagem completa

Comecei o percurso às 17h59, assim que o ônibus saiu do terminal Norte. O percurso foi relativamente tranquilo, porém com algumas dificuldades ao longo do caminho até o destino final. O primeiro deles foram as obras de requalificação da rua Blumenau, logo no início do trajeto. Como o corredor do transporte coletivo está recebendo as intervenções, o trânsito acaba afunilando com todos os carros, motos e ônibus tendo que usar uma mesma pista.

Os semáforos foram desligados para ajudar no trânsito, mas mesmo assim há alguns cuidados a serem tomados, já que os carros que saem das ruas laterais precisam entrar na via principal. Logo mais a frente, próximo das ruas Timbó e Max Colin, o trânsito também fica um pouco mais lento por causa dos sinaleiros.

Já no trecho próximo da rua 15 de Novembro, usei a pista da esquerda para não precisar ficar parado na fila que se formava nas vias central e da direita. Até um tempo atrás, à esquerda era exclusiva para os veículos que precisavam acessar a rua 15. No entanto, ela sofreu alterações para permitir os carros continuarem no trajeto e até acessar a rua Nove de Março mais a frente.

Após acessar a próxima via, tive que parar por um momento atrás de um ônibus que parou no ponto e também no sinaleiro, na esquina com a avenida Juscelino Kubitschek. Já nesta rua, o percurso foi bem mais rápido, com paradas apenas nos sinaleiros.

O trânsito mais intenso começou no sinaleiro da esquina com a rua Ministro Calógeras. A partir desse ponto, o congestionamento me obrigou a andar em uma velocidade média de 10 a 20 km/h. Acelerava um pouco, parava mais um tanto. Muitos carros dividiam as duas pistas da esquerda - à direita fica o corredor de ônibus.

Os sinaleiros fazem o trânsito ficar mais lento, assim como a entrada dos carros das vias laterais. Alguns carros também não respeitavam os espaços que ficam em frente as esquinas que deveriam ficar livre para não obstruir o caminho dos veículos que precisam atravessar a avenida Getúlio Vargas.

A fluidez no trânsito melhorou apenas na região em que passa o trilho do trem, já próximo do início da rua Santa Catarina. A partir dali, havia um trânsito intenso, mas que fluia de maneira a evitar que os carros ficassem parados na via. Nem mesmo os redutores de velocidade e os semáforos prejudicaram muito o trânsito.

Cheguei ao destino final às 18h29, após meia hora de viagem. Mesmo demorando menos do que nas outras edições do teste de mobilidade, usar o carro nesse horário de pico requer paciência para evitar acidentes e tornar o trajeto mais tranquilo.

Os tempos de cada veículo

Moto: 25 minutos (velocidade média de 20,7 km/h)

Carro: 30 minutos (velocidade média de 17 km/h)

Ônibus: 40 minutos (velocidade média de 12,8 km/h)

Bicicleta: 61 minutos (velocidade média de 8,4 km/h)

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